Auditório da Filarmónica de Szczecin, na Polónia, dos arquitectos Fabrizio Barozzi e Alberto Veiga vence prémio Mies van der Rohe de 2015

Categorias: Arquitetura

O Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia – Mies van der Rohe 2015 foi atribuído ao Philharmonic Hall de Szczecin, na Polónia, eleito entre cinco finalistas, anunciou a organização.

 

O vencedor do galardão, no valor de 60 mil euros, considerado o mais prestigiante prémio europeu para a arquitetura, foi hoje anunciado numa cerimónia realizada na sede da Fundação Mies Van der Rohe, em Barcelona, Espanha.

 

 

Desenhado pelos arquitetos Fabrizio Barozzi e Alberto Veiga, do gabinete Barozzi/Veiga, de Barcelona, o projeto do auditório da Filarmónica de Szczecin foi influenciado pelo contexto em seu redor, caracterizado por igrejas neo-góticas monumentais, edifícios clássicos e guindastes na zona portuária.

 

O novo edifício – com um auditório com capacidade para mil espetadores, outro, para de música de câmara, com capacidade para 200, e ainda um espaço para exposições e congressos – possui grandes claraboias e é revestido com vidro, criando um contraste com os diferentes edifícios circundantes.

 

O gabinete Barozzi/Veiga foi fundado em 2004, em Barcelona, pelos arquitetos Fabrizio Barozzi, de Trento, Itália, e o espanhol Alberto Veiga, nascido em Santiago de Compostela.

 

 

 

A Fundação atribuiu ainda um prémio destinado a um ‘Jovem Talento de Arquitetura’, com um valor de 20.000 euros, à Casa da Luz de Cilleros, em Cáceres, Espanha, do estúdio Arquitectura-G, também com sede em Barcelona.

O júri foi presidido pelo arquiteto Cino Zucchi e composto por Margarita Jover, Lene Tranberg, Peter Wilson, Tony Chapman, Xiangning Li e Hansjörg Mölk.

 

Segundo Cino Zucchi, o projeto vencedor “teve uma estratégia formal e espacial convincente para uma cidade que se esforça por conseguir um futuro melhor, numa economia em mudança”.

 

O projeto em Szczecin era um dos cinco finalistas ao Prémio Mies Van der Rohe 2015, a par do Ravensburg Art Museum, na Alemanha, o Museu Marítimo Nacional da Dinamarca, em Helsingor, a Adega Antinori, em Florença, Itália, e o Centro de Estudantes Saw Swee Hock, em Londres, no Reino Unido.

 

Portugal tinha – numa primeira fase da seleção – dois projetos entre os 40 nomeados para o galardão de arquitetura contemporânea (projetos criados nos últimos dois anos), dos quais foram apurados os cinco finalistas.

 

Os dois projetos portugueses eram o Centro de Artes Contemporâneas da Ribeira Grande, nos Açores, de João Mendes Ribeiro, e o Centro de Remo de Alta Competição em Vila Nova de Foz Côa, do arquiteto Álvaro Fernandes Andrade (SpaciaAr-TE).

 

Em dezembro do ano passado, a fundação tinha anunciado uma primeira lista com 420 nomeados, cujos projetos estiveram expostos na Escola de Arquitetura de Barcelona até 19 de março, e que incluía 19 obras de arquitetos portugueses.

 

 

O Prémio Mies van der Rohe foi lançado em 1987, numa parceria da Fundação Mies van der Rohe com a Comissão Europeia e, em 1988, no primeiro ano de atribuição do prémio, o galardão foi entregue a Álvaro Siza Vieira, pelo edifício do antigo Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.

 

Entre os vencedores de edições anteriores estão o Centro de Concertos e Congressos Harpa, em Reykjavik, na Islândia, desenhado pelo ateliê dinamarquês do arquiteto Henning Larsen, com colaboração com o artista islandês Olafur Eliassone, e o Neues Museum de Berlim (Novo museu de Berlim), na Alemanha, projetado pelos arquitetos David Chipperfield e Julian Harrap.

 

Imagens:

Philharmonic Hall de Szczecin, na Polónia – arquitetos Fabrizio Barozzi e Alberto Veiga

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