5 Regras – Como escolher o tipo de parede para a sua casa

5 Regras – Como escolher o tipo de parede para a sua casa | O principal objectivo das paredes, e aliás de toda a envolvente da casa é proteger os seus ocupantes. As pessoas, o seu conforto e o seu bem-estar (funcional, social, económico, ambiental e familiar) são o principal da arquitectura moderna.

 

Mas como pedir ao arquitecto ou ao projectista o que se quer se não sabemos as vantagens e desvantagens das soluções de parede que existem?

As paredes em contacto com o exterior são zonas limite entre o conforto interior e as agressões climáticas exteriores. É pelas paredes e pelas janelas e portas que o calor sai no inverno e tenta entrar no verão, por isso a forma como as construímos é fundamental. Mas como definir qual a melhor solução? Aqui vão 5 regras básicas para o ajudar a decidir.

1. Avalie o tipo de edifício e sua localização

A função do edifício, sua dimensão e localização são importantes para definir desde logo o nível de exigência a que a fachada irá estar exposta.

Por exemplo, é muito diferente construir uma moradia ou um edifício escolar. É simples perceber que as paredes de uma escola vão estar sujeitas a um maior nível de risco, não só porque existem mais pessoas a usar o edifício, mas também porque (todos sabemos) os miúdos podem ser muito destruidores. Por outro lado, se o edifício for de dimensões consideráveis, nomeadamente em altura, há considerações de segurança contra incêndios e vento mais exigentes que têm que ser consideradas.

Também a localização é relevante, pois não é igual construir uma fachada numa zona urbana ou rural, numa zona ventosa ou numa altitude elevada.

 

2. Confira a durabilidade dos materiais

Na fase construtiva de uma parede, como aliás de todos os elementos construtivos, há soluções que integram vários materiais aplicados de uma certa forma sob determinadas condições. Para além de averiguar a durabilidade dos materiais por si só é também fundamental avaliar a durabilidade do sistema ou da solução.

Quando pensamos em durabilidade pensamos em necessidade de manutenção e custo associado, e ainda no seu tempo médio de vida útil. Mas pensamos também na compatibilidade entre materiais. Deve ser averiguar junto ao fornecedor ou produtor a compatibilidade dos materiais a utilizar.

Por exemplo, em princípio, a necessidade de manutenção de uma parede exterior rebocada pintada é maior que de uma parede de pedra.

 

3. Verifique certificações e garantias

Quando decide qual o tipo de parede que vai idealizar, desenhar, projectar e construir no seu edifício tem que verificar se a solução e materiais que deseja têm certificação. Para além da marcação CE dos materiais de construção que é uma obrigação legal na União Europeia, há muitos produtores de materiais de construção que apostam na diferenciação dos seus produtos pela certificação adicional. Exemplos disso são a certificação de produto AENOR (espanhola) ou ACERMI (francesa). Há ainda certificações de sistemas e não apenas produtos, como as ETAs (European Thecnical Approval). As ETAs são aprovações técnicas europeias que validam ou certificam um determinado sistema. Por forma a perceber melhor as certificações e características técnicas de determinado material ou sistema deverá sempre solicitar ao fabricante/fornecedor as fichas técnicas e certificados dos produtos.

 

4. Informe-se sobre o fabricante dos materiais

Se pensar no valor que está a investir ao construir as paredes do seu edifício, percebe que são valores muito significativos. Desde os projectos das várias especialidades (estruturas, térmica, etc) até às licenças de construção passando pela construção em si os custos são muito elevados. Também por isso não pode correr o risco de ter algum problema em obra que atrase o projecto e que lhe cause muitas dores de cabeça. Assim, é sempre preferível seleccionar produtos produzidos perto do local da obra e em Portugal. Desta forma para além de estar a potenciar a economia nacional terá um serviço de apoio pós-venda muito mais eficiente e de comunicação facilitada.

 

5. Proceda a uma análise o custo-benefício

Este palavrão não tem que ser complexo. No fundo deve avaliar quais os custos da solução que pretende seleccionar e compará-los com os benefícios que essa solução lhe trará.

É importante que não o faça apenas considerando o momento da construção, mas que considere todo o tempo de vida útil da solução, não esquecendo os eventuais custos de manutenção. Também nesta análise os fornecedores e/ou produtores dos produtos/soluções o podem ajudar, contacte-os, de certeza que terão todo o gosto em ajudar.

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