A Resiliência do Mercado Imobiliário Português em tempos de guerra

Categorias: Habitação

O mercado imobiliário em Portugal, à semelhança de 2021, continua a dar provas de resiliência e tem sabido reagir à conjuntura atual que vivemos. Perante este cenário de guerra, são já visíveis os efeitos na economia: o aumento da inflação, a escalada dos preços do gás e do petróleo, o abrandamento do consumo e do investimento e a instabilidade dos mercados financeiros, que podem ser agravados caso a guerra se prolongue durante mais tempo.

Portugal tem uma exposição direta, mas reduzida face às economias russa e ucraniana. A  nossa exposição é maior no que diz respeito aos bens energéticos (petróleo e gás natural) e alimentares (cereais), visto que ambos os países são grandes fornecedores mundiais. O risco para o nosso país aumenta, devido à interligação mundial e a exposição mais elevada da zona euro, onde estão os nossos parceiros comerciais. Apesar da incerteza global, segundo o Banco de Portugal, parecem não existirem motivos para alarme a nível financeiro, mas este conflito terá impacto no decréscimo de rendimento das famílias, as empresas vão ter dificuldades de acesso aos produtos importados e o comércio entre países será mais limitado.

Face a estas adversidades, será inevitável escapar às consequências do conflito. A construção em Portugal já sente as consequências, devido à crescente pressão inflacionista no preço das matérias-primas, da energia e, em particular dos materiais de construção que agravam tanto os custos de construção como o preço das casas. Segundo o INE, os custos de construção de novas casas dispararam 8,6% em fevereiro, em parte devido aos aumentos registados acima dos 20% de produtos como aço, cerâmica, gasóleo, vidros e madeiras. Também se verificou um aumento do custo da mão de obra de 6,4% e continua a faltar trabalhadores no setor. A juntar a isto, o setor também se depara com atrasos nos processos de licenciamento, a grande carga fiscal na habitação, as ruturas de stock e os atrasos na entrega de materiais.

As tensões geopolíticas da Europa, a crescente pressão inflacionista, bem como o receio da subida das taxas de juro, são preocupações para o setor imobiliário. O setor da construção tem-se mostrado robusto, mas só com rigor e planeamento se conseguirá criar mais habitação e executar investimentos. Pois, continua a haver interesse por parte dos investidores no nosso país, principalmente no setor residencial e a questão da segurança é-nos favorável para compra ou investimento em habitação. Outro setor que poderá beneficiar deste conflito, é o turismo nacional não só com a procura crescente de novos mercados, como dos compradores e empresas com poder económico que desejam viver num país tranquilo e afastado deste conflito.

O desafio para os próximos anos será construir mais casas, porque a oferta de habitação a nível nacional é insuficiente face à procura crescente. Atualmente, assistimos a uma procura muito maior por habitação fora dos grandes centros urbanos, visto que cada vez mais pessoas estão em teletrabalho e também em busca de qualidade de vida junto da natureza. Acredito que o mercado residencial irá manter-se dinâmico em 2022, quer pelo contínuo crescimento, quer pelo investimento no mercado da construção.

Assistimos a uma transformação dos formatos de habitação, como consequência da subida do preço das casas, da pandemia, de novas formas de trabalhar e estudar, da necessidade de mais espaço em casa, mas também pela procura de uma nova forma de viver mais sustentável e com qualidade de vida.

A JPS GROUP, enquanto promotora imobiliária, está atenta ao mercado e às necessidades atuais dos consumidores. Continuamos a registar uma grande procura de casa e, prova disso é que desde o início deste ano, tivemos mais de 2 700 contactos de novos clientes, nacionais e estrangeiros, para comprar ou vender casa. Atualmente, os nossos projetos como o SkyCity, Dream Living, Green Valley e Terraços de São Francisco totalizam mais de 700 imóveis em construção, na sua maioria 100% vendidos.

Estamos a olhar para novas soluções de habitação e brevemente iremos apresentar ao mercado um dos maiores projetos da história do nosso grupo, com cerca de 1200 frações a preços competitivos. Este novo projeto terá um conceito completamente inovador, sustentável e destinado a um público alvo jovem e sénior, que certamente terá muita procura e será único no mercado imobiliário.

*Texto escrito com novo Acordo Ortográfico

Artigo de opinião de João Sousa . CEO da JPS Group . Publicado no Diário Imobiliário

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