Arquitetura em nome próprio

Bernardo Domingues é um nome que se afirma no panorama da arquitetura, com um projeto que agora se demarca em nome próprio, mas sustentado em mais de 16 anos de experiência. O novo gabinete, em Oliveira de Azeméis, está prestes a abrir.

Escolheu a área das artes mas, curiosamente, a arquitetura não era a sua primeira escolha. O desenho e a pintura são a paixão de sempre, que ainda hoje vai alimentando. Mas, ser a terceira geração de arquitetos na família fez com que Bernardo Domingues tivesse desde cedo contacto com arquitetura. “O meu avô, o Arquiteto Gaspar Domingues, hoje com 94 anos, tem uma extensa carreira e, obviamente, enorme experiência. É alguém com quem converso muito sobre arquitetura mas também desenho e pintura a que ainda hoje se dedica embora mais esporadicamente. O ambiente do atelier do meu avô e o folhear das suas revistas antigas de arquitectura, que em boa verdade ainda hoje o inspiram, ajudaram ao aparecimento do gosto pela criação arquitectónica”, conta o arquiteto. Finalmente acabou por se decidir pela arquitetura muito inspirado pelo seu Professor e Arquiteto Luís Melo Ferreira, que o lecionou no ensino secundário.

“Também o facto de o meu tio ser arquiteto, de alguma forma contribuiu para reforçar a escolha nesta área, e foi com ele que trabalhei 16 anos, elaborando projetos para Portugal e para outros países. Foi um período muito importante para a minha carreira, experiência e desenvolvimento dos meus próprios conceitos sobre como fazer acontecer arquitetura”, conta.

Em 2019 decidiu dar um novo passo. Lançou-se em nome próprio, começou a desenvolver a sua marca, e desde logo surgiram projetos e muita procura. Hoje marca presença no mercado com um trabalho mais focado na habitação, seja projeto de raiz ou recuperação de casas antigas, embora tenha em curso outro tipo de projectos desde arranjos exteriores até edifícios públicos multiusos. “Presto serviços de arquitetura, design e engenharia, mas o que mais gosto de fazer, é sem dúvida criar habitações. Corresponder às expetativas e às ideias dos clientes para as suas habitações é algo muito gratificante”.

O arquiteto admite que a linha arquitetónica do período modernista é a sua marca e inspiração. “Para mim, o início do modernismo tem verdadeiras pérolas da arquitetura. Não gosto da opulência nem do exagero. Gosto de uma arquitetura simples, minimalista e depurada, muito na linha da escola do Porto”.

A felicidade do cliente é a prioridade dos serviços que presta. “Tento ir ao encontro daquilo que o cliente pretende, procurando sempre conciliar as suas próprias ideias iniciais com a minha visão e linguagem”, acrescentando que “ a casa é local onde as pessoas vão viver, fazendo provavelmente o maior investimento das suas vidas e, portanto, deve ser um espaço de prazer e fruição completa. A minha maior satisfação é quando um cliente passa a amigo”, destaca.
Mesmo com um projeto próprio recente mas com mais de 16 anos de experiência solidificada, o balanço é, para já, muito positivo. “Sem fazer grande divulgação, as pessoas têm vindo ter comigo talvez devido ao meu percurso sólido e resultado de uma forma de trabalhar assente na confiança e proximidade com as pessoas”.

Questionado sobre o seu projeto de sonho, a resposta é peremptória e imediata “um projeto de sonho seria não uma construção monumental mas uma simples casa/refúgio, nas margens de um rio ou lago, que permitisse a fruição do melhor dos dois mundos designadamente a ligação casa /água, seguramente até por força da minha paixão de sempre pela náutica e vela. É curioso que os projetos de arquitetura que mais me marcaram não são os mais exuberantes, mas pelo contrário, os que são esmagadores pela sua simplicidade”.

Entrevista publicada na © Revista Gestão Empresarial

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