Os Esquissos de Tiago do Vale…

Categorias: Arquitetura

O desenho é, para o arquiteto, a mais preciosa ferramenta para o processo de projeto. Não é, exactamente, apenas um meio de representação de um objecto que ainda só se imagina (também o é) mas é, sobretudo, um meio para pensar.

Este desenho, mais do que a concretização de uma vocação abstrata, é um produto do intelecto: premeditado, deliberado, mas também exploratório, intuitivo.

Tem muito pouco de inato: o seu domínio é essencialmente adquirido, e esta aquisição vem da observação e da repetição.

Agarrados sistematicamente ao esquisso, aprendemos depressa como sintetizar a complexidade do que vemos numa linha, como hierarquizar os elementos que constituem o que queremos representar, percebendo a enorme diferença entre a coisa que é e a forma como a comunicamos, a meio caminho entre a racionalidade e as escolhas inconscientes que a mão faz.

A melhor escola, acredito, é nunca apagar uma linha.

A consciência da inevitável permanência de cada traço garante intencionalidade em cada linha e obriga a pensar cada uma de forma deliberada.

Esta subtil mas efectiva pressão obriga a desenhos mais precisos, controlados, mas também descomplexados, desinibidos, sem medo do erro, conhecedores das linhas, do que elas significam, de como se corrigem e de como despreocupadamente se equilibram.

 

www.tiagodovale.com

Artigo by  Revista Spot

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