2.ª edição dos Prémios Sustentabilidade e Investigação 2023

Início em 05/05/2023 até 05/06/2023

Categorias: 06 junho2023

A Ordem dos Arquitectos renovou, para 2023, a assinatura do Protocolo estabelecido com o Fundo Ambiental e, tal como na edição do Protocolo de 2021, irá atribuir os Prémios Sustentabilidade e Investigação (PSI), nas duas categorias: Obra e Investigação. Na edição deste ano, estão reservados, para além da distinção dos galardões, 20 mil euros para o vencedor do Prémio Obra e 10 mil euros para a candidatura vencedora do Prémio Investigação.

Os Prémios Sustentabilidade e Investigação são atribuídos através de um concurso nacional com periodicidade anual, e são organizados pelo Fundo Ambiental e a Ordem dos Arquitectos (OA) em duas categorias simultâneas – Obra e Investigação – que pretendem distinguir arquitetos autores de obras e dissertações, teses e artigos que contribuam significativamente para a reflexão, sensibilização e incentivo dos modelos de sustentabilidade e ecoeficiência na Arquitetura.

De lembrar que o Governo português, através do Ministério do Ambiente e Ação Climática, está consciente de que o desafio da sustentabilidade e ecoeficiência só será bem-sucedido com um novo alinhamento económico, sociocultural e ambiental das cadeias de valor. Por isso, sendo a nova ‘Lei do Clima’, a ‘Lei das Leis’, que irá estruturar os objetivos do Pacto Ecológico Europeu, a Comissão Europeia espera que os estados-membros consigam articular nas respetivas legislações nacionais o objetivo de se alcançarem sociedades mais resilientes, com baixo impacte ambiental e baixo carbono incorporado até 2050.

Nesse sentido, sendo a qualidade de vida dos ambientes construídos um elemento central na construção de um futuro mais ecológico e sustentável para todos, e tendo a Arquitetura um papel de mediação entre os anseios socioculturais e a aplicação prática dos avanços científicos e tecnológicos no funcionamento dos habitats humanos, a OA e o Governo renovaram o protocolo do Fundo Ambiental para lançar várias iniciativas no sentido de impulsionar a criação de conhecimento, inovação e investigação científica ou a criação de soluções arquitetónicas mais sustentáveis e ecológicas.

É neste quadro, e no âmbito do Protocolo assinado entre o Fundo Ambiental e a OA, que se pretendem atribuir os Prémios Sustentabilidade e Investigação 2023, uma iniciativa que tem como objetivo reconhecer publicamente arquitetos autores de obras que o respetivo júri avalie como exemplares, inovadoras e significativas no domínio da sustentabilidade e ecoeficiência, tendo em conta duas vertentes: Obra construída, e Investigação teórica ligada às áreas sociais e culturais ou científicas, tecnológicas e de inovação, que concorram para o avanço do conhecimento nesta área.

 

PRÉMIO OBRA

A Ordem dos Arquitectos desafia os seus membros a refletirem sobre a integração das temáticas da ecologia e sustentabilidade no projeto e construção. A segunda edição do

Galardão, este ano com o valor de 20 mil euros, irá eleger uma obra construída nos últimos dois anos, entre 2021 e 2022, e que na solução arquitetónica demonstre terem sido traduzidas algumas questões referenciais para se aferir da ecoeficiência do edificado tendo em conta: o ciclo da água; o ciclo da energia; o ciclo dos materiais; o ciclo da construção e a regeneração. Pretende-se avaliar e premiar a introdução de princípios eco sustentáveis no modo de vida das pessoas, na relação da arquitetura com o clima e formas de construir, tendo em conta a redução da Pegada Ecológica dos ambientes construídos.

 

PRÉMIO INVESTIGAÇÃO

Este galardão, no valor de 10 mil euros, irá distinguir teses de Doutoramento ou Pós-Doc, publicações ou monografias, que se concentrem em questões socioculturais, investigação e desenvolvimento tecnológico (I&DT), cujo eixo esteja diretamente ligado a temáticas da ecologia e/ou sustentabilidade dos ambientes construídos. O trabalho teórico deverá ter sido executado nos últimos dois anos, entre 2021 e 2022.

De recordar que, em 2021, o primeiro vencedor do Prémio Obra foi o arquiteto Pedro Bandeira, com o seu projeto Casa Rotativa. Já o primeiro vencedor do Prémio Investigação foi atribuído, ‘ex equo’, à arquiteta Silvia Benedito, com a tese “Atmosphere Anatomies: On Design, Weather, and Sensation (Lars Müller Publishers, Zurique, 2020)”, e ao arquiteto Jorge Fernandes, com a tese “Modelling the life cycle performance of Portuguese vernacular buildings: assessment and contribution for sustainable construction (Universidade do Minho, 2020)”.

 

Consulte o regulamento > AQUI

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