Da Pedra: Experiências Técnico-Poéticas de um Escultor | Exposição

Início em 09/01/2021 até 27/02/2021

Categorias: Exposições

São 60 anos de vida e 35 de atividade artística resumidos naquela que se apresenta como “a primeira grande exposição de escultura” a visitar os espaços da Casa Comum da Universidade do Porto. Da Pedra: Experiências Técnico-Poéticas de um Escultor oferece uma visão transversal da obra do artista alemão Volker Schnüttgen.

A exposição abre portas este sábado, 9 de janeiro, e vai estar patente até 27 de fevereiro, no edifício da Reitoria (Praça Gomes Teixeira).

É a primeira vez que o artista, radicado em Portugal há 30 anos, reúne obras representativas de todo o percurso artístico. E a escolha da Universidade não surge por acaso. Depois de quase uma década de ligação à Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP), primeiro como estudante de mestrado e depois como docente, Volker considera estar no “lugar perfeito para celebrar os 60 anos de idade”.

Nascido em Attendorn, na Alemanha, Volker Schnüttgen terminou a Licenciatura em Artes Plásticas (escultura e gravura) na Universidade de Artes Bremen, em 1989, ano em que visitou Lisboa. A descoberta de um atelier coletivo de escultores em Pêro Pinheiro (Sintra), “um dos lugares mais importantes da indústria transformadora de rochas ornamentais do país”, fez com que o artista se decidisse ficar por terras lusitanas. Queria “aprender uma língua românica”, mas havia já outro fascínio a nascer: as novas ferramentas digitais.

Schnüttgen fez um curso intensivo de modelação e passou a criar maquetas 3D e esculturas virtuais em colaboração com uma empresa metalomecânica. “Sempre gostei de criar esculturas num ambiente com meios industriais. Com a capacidade trabalhar em 3D ganhei uma nova liberdade na utilização da tecnologia CNC o que permitiu a produção das minhas esculturas, tanto na pedra como em metal”.

“A dança é escultura em movimento”

Em 2004, uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para uma especialização em tecnologias digitais (modelação, animação 3D e edição de vídeo) permitiu-lhe desenvolver uma residência artística, em Berlim, com um casal de bailarinos e coreógrafos. “Tínhamos um campo de investigação e experimentação comum”. O contacto com a dança contemporânea e a obra de Pina Bausch levaram o artista a concluir que: “a dança é escultura em movimento”. Em 2010, foi-lhe concedido o Fundo Cultural da Capital de Berlim para a produção do projeto “Habitat”, em co-produção com o coletivo de dança LaborGras no Radialsystem V, em Berlim.

A vontade de continuar a “descobrir terras incógnitas e fazer um “upgrade’ tecnológico” encaminharam Volker Schnüttgen para o Mestrado da FBAUP em Arte Multimédia, que viria a concluir em 2008. Acabaria por manter-se ligado à faculdade até 2016, na qualidade de professor convidado.

Para as salas da Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, Volker Schnüttgen escolheu três séries de trabalhos que representam três décadas. As obras públicas, nomeadamente as  de grande porte, estarão presentes “através de maquetas e fotografias. A sua maioria são de pedra, material que se tornou o fio condutor da obra deste artista que diz ser na floresta que se sente “em casa”.

Entrada gratuita.
Inauguração
9 de janeiro, a partir das 10h00, no edifício da Reitoria da U.Porto (Praça Gomes Teixeira).
A exposição vai ficar patente até 27 de fevereiro e pode ser visitada de segunda a sexta, das 10h00 às 13h00 / 14h30 às 17h30 e sábados das 10h00 às 13h00.
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  • Exposição: Da Pedra: Experiências Técnico-Poéticas de um Escultor
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