Exposição ‘Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum’

Início em 11/12/2017 até 02/02/2018

Categorias: Exposições

Dando cumprimento ao programa gizado por ocasião da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva (Dezembro de 2016), vai inaugurar, a 11 de Dezembro, às 18h00, o terceiro módulo expositivo, ‘Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum’.

A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) acolhe a exposição que, desenhada e coordenada por Manuel Mendes, apresentará um panorama da obra construída, centrando-se depois em núcleos: escola, formação, ensino e, na Galeria, projecto-de-arquitectura.

Nota

“Memória”, assim nomeou Alfredo Matos Ferreira, o registo documental de trabalhos seleccionados entre os que foi realizando ao longo de mais de cinquenta anos, no exercício do ofício de arquitecto. Vencida no folhear inicial a eventual impressão de monografia profissional, “Memória” solta, na geografia da sua comunicação, a vontade de expor uma experiência, de fazer evoluir passos de uma história narrada num gesto de tímido humor biográfico. Tão só documentação fotográfica de época(s) coligida ao longo de uma vida, os desenhos por si (re)elaborados para o efeito processando a representação estrita da obra, a escrita sumária sobre circunstâncias de (cada) projecto, a associação de quadros marcantes de uma história de vida.

Em “Terra d’Alva”, exposição-instalação realizada na FIMS em Dezembro de 2016, procedeu-se a uma amostragem sumária da obra de Alfredo Matos Ferreira, incidindo em trabalhos que realizou em Urros e Barca d’Alva, procurando desmontar alguns estigmas com que a historiografia arrumou o seu projecto-de-arquitectura.

Em “Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre”, exposição-instalação visitável na FIMS até 18 de Janeiro de 2018, desenrolou-se uma experiência partilhada de desenho de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, o projecto não construído de uma habitação na Parede, desenvolvido entre 1961 e 1967; ainda assim, um trabalho que constitui um momento operativo na crítica à abstracção do Movimento Moderno, e de ultrapassagem de ressonâncias do “Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa”, na procura de uma Arquitectura clara de uma ‘casa’ livre.

Em “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum” visa-se uma abordagem ao todo da obra do arquitecto. Tomou-se como referência o que em 1994 escreveu numa das introduções de “Memória” – “A via possível e talvez única é a de sistematizar um conjunto de conhecimentos que se situam, na área da arquitectura, dentro da tríade vitruviana, nas componentes funcional e técnica – utilitas e firmitas – para, dentro da terceira componente estética – venustas – não analisável como as duas primeiras, promover a pesquisa livre mas consciente e enraizada, no sentido de evitar o vazio e a sempre tentadora emergência de novos cânones” – para proceder a uma desconstrução do que Alfredo Matos Ferreira partilhou como leitura pessoal da sua obra, mostrando o que o seu arquivo reservou de documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho. (Manuel Mendes)

"Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum" é uma realização conjunta da Fundação Marques da Silva e da Faculdade de Arquitectura da UP, que conta com a colaboração da família de Alfredo Matos Ferreira e do CEAU – grupo ATPH, linha Arquitectura – nome, vocação, linguagem.

Co-organização: Fundação Marques da Silva, grupo de investigação Arquitetura: Teoria, Projeto, História (ATPH) do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU) da FAUP. cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do COMPETE 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) e por fundos nacionais através da FCT, no âmbito do projeto POCI-01-0145-FEDER-007744.

A exposição estará patente ao público até 2 de Fevereiro de 2018 e pode ser visitada de Segunda a Sexta, entre as 9h00 e as 19h00. 


Entrada é livre.


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