Exposição Almada: Um Território em Seis Ecologias

Início em 13/10/2020 até 10/04/2021

Categorias: Exposições

Almada: Um Território em Seis Ecologias, com curadoria dos arquitetos Luís Santiago Baptista e Paula Melâneo, abriu ao público no dia 13 de outubro 2020.

A exposição propõe uma leitura territorial, urbana e arquitetónica, convocando uma série de planos, projetos e obras consideradas relevantes e qualificadas, das quais existem registos significativos. Esta leitura realiza-se através de uma série de material documental, técnico e artístico que permite uma compreensão estruturada e aberta das ecologias propostas, integrando uma interpretação cartográfica do município, extenso material de arquivo de instituições públicas e privadas, obras de arte que abrem reflexões sobre este território e projetos artísticos e investigativos realizados especialmente para a exposição, em particular a série fotográfica do artista Paulo Catrica, as narrativas textuais e visuais do geógrafo Álvaro Domingues, e o olhar sobre as instalações da indústria naval de Nuno Cera.

A exposição apresenta um total de 131 casos de estudo, reunindo centenas de documentos, 28 maquetes, 9 peças artísticas – além das 18 fotografias de Paulo Catrica –, excertos de vídeos documentais e videoclips, um conjunto de infografias e um vídeo realizado enquanto parte do projeto curatorial. Foi editado um livro-catálogo de 256 páginas coordenado pelos curadores e editado pela Câmara Municipal de Almada, disponível para venda nas instalações do Museu de Almada.

O concelho de Almada é aqui apresentado através de uma visão panorâmica que considera a sua evolução histórica e o seu horizonte futuro. Para captar a sua diversidade divide-se o concelho em “ecologias”, a partir da definição de Reyner Banham. O historiador de arquitetura britânico convoca o termo “ecologia” para caraterizar as diferentes identidades do território de Los Angeles, dificilmente compreensível pelos convencionais modelos de análise urbana. Relembre-se que o prefixo “eco” (do grego oikos) remete etimologicamente para a ideia de casa e por extensão para os modos de habitar. Almada é também um território que, para ser compreendido, precisa de um deslocamento das categorias de análise e métodos de interpretação, para desta forma se conseguir perceber a sua singularidade, para lá da habitual submissão à centralidade de Lisboa e consequente definição periférica e suburbana. Neste sentido, as seis ecologias delineadas permitem interpretar a génese e o desenvolvimento do concelho, bem como revelar as suas múltiplas identidades sociais e culturais.

Estas ecologias — a cidade consolidada de Almada, Laranjeiro e Feijó; a expansão pública do PIA e dos campus universitários no Monte de Caparica; o interior fragmentado da Sobreda, Vila Nova, Charneca da Caparica e Aroeira; a costa militar e industrial da frente ribeirinha do rio Tejo; a costa lúdica da frente marítima do Atlântico; e a infraestrutura que atravessa e conecta o concelho — revelam as especificidades deste território e enquadram os problemas e desafios que se colocam no presente.

Almada: Um Território em Seis Ecologias propõe uma leitura territorial, urbana e arquitetónica, convocando uma série de planos, projetos e obras consideradas relevantes e qualificadas, das quais existem registos significativos. Esta leitura realiza-se através de uma série de material documental, técnico e artístico que permite uma compreensão estruturada e aberta das ecologias propostas, integrando uma interpretação cartográfica do município, extenso material de arquivo de instituições públicas e privadas, obras de arte que abrem reflexões sobre este território e projetos artísticos e investigativos realizados especialmente para a exposição, em particular a série fotográfica do artista Paulo Catrica, as narrativas textuais e visuais do geógrafo Álvaro Domingues, e o olhar sobre as instalações da indústria naval de Nuno Cera.

Curadoria
Luís Santiago Baptista Paula Melâneo

A exposição apresenta um total de 131 casos de estudo, reunindo centenas de documentos, 28 maquetes, 9 peças artísticas – além das 18 fotografias de Paulo Catrica –, excertos de vídeos documentais e videoclips, um conjunto de infografias e um vídeo realizado enquanto parte do projeto curatorial.
O público pode complementar e ampliar a sua leitura da exposição a partir do livro-catálogo coordenado pelos curadores e editado pela Câmara Municipal de Almada, que estará disponível para venda nas instalações do Museu de Almada.

Biografias dos Curadores

Luís Santiago Baptista é arquiteto, investigador e curador. É mestre em Cultura Arquitectónica Contemporânea (FA-UTL) e doutorando em Cultura Arquitectónica e Urbana (DARQ-UC). Foi assistente convidado na FA-UTL e é professor auxiliar convidado na ESAD-CR e na ECATI-ULHT. Foi diretor da arqa- revista de arquitetura e arte (2006-16) e membro do conselho editorial do J—A Jornal Arquitectos (OA, 2015-19). Foi curador do ciclo Geração Z: práticas arquitectónicas portuguesas emergentes (OA, 2007-12), “Falemos de casas”… em Portugal (Trienal de Lisboa 2010), ARX arquivo (CCB, 2013), Arquitectura em Concurso: Percurso Crítico pela Modernidade Portuguesa (OASRS/CCB, 2016), Fernando Guerra: Raio X de uma Prática Fotográfica (CCB, 2017) e Viagem ao Invisível (OASRS/DGArtes, 2016-19). Vencedor do Prémio FAD de Pensamento e Crítica 2020. É autor do projeto Modern Masterpieces
Revisited (NOTE, 2016). É membro do projeto europeu Writing Urban Places: New Narratives of the European City (COST, 2019-).

Paula Melâneo é arquiteta (FA-UTL, 1999) e Mestre em Multimédia-Hipermédia (ENSBA/ENST Paris, 2003). Mantém atividade editorial paralela à de projecto de arquitetura, escrevendo para publicações internacionais especializadas sobre temas diversificados ligados à arquitetura.
Entre 2015 e 2019 foi coordenadora editorial do J—A Jornal Arquitectos, a publicação da Ordem dos Arquitetos. Em 2001 integrou a redação da arqa – revista de arquitectura e arte, que coordenou entre 2010 e 2016., dando início à sua colaboração com Luís Santiago Baptista, desenvolvendo outros projectos como O que é a arquitectura? (RAUM, 2014; publicado em Animita Papel #17, Chile, 2015) e Geração Z: práticas arquitectónicas portuguesas emergentes (2009-2011). Foi editora de conteúdos para a Experimentadesign em 4 edições da Bienal de Design e Arquitetura (2011-2017), onde também coordenou diversas publicações. Desde 2012 integra o 18—25 Studio, na pesquisa de processos de simulação e métodos de representação no universo arquitectónico.

Exposição

13 outubro 2020 – 10 abril 2021 (Inauguração a 10 de outubro)

Local

Museu de Almada – Casa da Cidade
Praça João Raimundo 2805-336 Almada

Horário

Terça a Sábado, 10h-13h e 14h-18h

Contactos

Luís Santiago Baptista
Paula Melâneo

Local

Museu de Almada – Casa da Cidade
tel.: 212 734 030
museu.cidade@cma.m-almada.pt

 

Entidades emprestadoras

AFA Imobiliária, SA; Agrupamento de Escolas Emídio Navarro/ Escola Secundária; Aires Mateus e Associados; Alexandre Farto aka Vhils; Arquivo Municipal de Lisboa; ARX Portugal Arquitectos; Atelier Contemporânea, Lda.; Baía do Tejo, SA; Biblioteca Central da Marinha – Arquivo Histórico; Direção- Geral do Património Cultural/Sistema de informação para o Património Arquitetónico; Herdeiros de Manuel d’Agro Ferreira; Herdeiros de Vítor Figueiredo; Infraestruturas de Portugal, SA; José Adrião Arquitectos; José Manuel Fernandes arq.o; José Pedro Cortes; Luís Bayó Veiga; Mónica de Miranda; Santuário de Cristo Rei; Silopor, Empresa de Silos Portuários, SA; STC – Samuel Torres de Carvalho, Arquitectura; Urbanizadora da Praia do Sol, SA

Organização
Museu de Almada – Casa da Cidade

Curadoria e projeto expositivo
Luís Santiago Baptista
Paula Melâneo

Coordenação
Andrea Cardoso
Ângela Luzia

Projetos originais
Álvaro Domingues
Paulo Catrica
Nuno Cera

Projeto gráfico
André Cândido
Diogo Azevedo

Apoio técnico
Aida Duarte
Ana Costa
Margarida Nunes
Otília Rosado
Paulo Reis

Descrição arquivística
Cristina Bruno
Rosália Lourenço

Conservação de documentação
Fernanda Cruz

Infografias
Carla Correia
Carlos Carreira
Diogo Azevedo
Eunice Marques

Ficha Técnica

Edição vídeo
David Carvalho

Produção gráfica
2800 Print
Black Box Atelier
Blues Photography Studio
Dwit

Tradução
Kennis Translations

Transporte
RN Trans

Montagem
Divisão de Museus e Património Cultural
Divisão de Manutenção e Equipamentos Municipais

Seguros
Tranquilidade Seguros Hiscox Portugal

Comunicação
Cintya Hobo
Joana Esteves

Serviço Educativo
Regina Branco (coord.)
Guilhermina Silva
João Valente

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