In Conflict – Debates setembro 2021

Início em 18/09/2021 até 23/09/2021

Categorias: debates

A agenda In Conflict de Setembro conta com quatro debates, dois a acontecer no MIRA FORUM, no Porto, nos dias 18 e 19 e na semana seguinte, a 23 e 24, terão lugar os últimos dois debates In Conflict, no Pavilhão de Portugal em Veneza, a par de um evento oficial.

 

18 Setembro / 17:00 / MIRA FORUM, Porto

 

Decolonising the City


Organizadores
Ana Jara & Miguel Cardina

Participantes
Desirée Desmarattes, Dori Nigro, Marta Lança & Paulo Moreira

 

O debate ‘Descolonizar a Cidade’ tem por objetivo problematizar a persistência de estruturas e imaginários coloniais no espaço público em Portugal. Partindo do lugar social e político da arquitetura, o debate pretende analisar de que forma o corpo da(s) cidade(s) mantém lógicas de (re)produção de representações coloniais, modos de segregação socio-espacial e hierarquias – ora vincadas, ora subtis – nas quais ainda reverberam dicotomias como as de centro e periferia, metrópole e colónias, norte e sul. Nessa medida, torna-se necessário observar as interseções entre poder, temporalidades e território. Isso implica questionar o modo como as representações sobre o passado colonial surgem no espaço público e de que forma elas convocam disputas memoriais e usos políticos, num quadro em que a permanência de determinadas mitologias nacionais e a sua mercantilização é fortemente operativa, ao mesmo tempo que é também objeto de crescente olhar crítico. Essa perspetiva diacrónica sobre a cidade e os desafios de a descolonizar irrompe a partir de um presente onde se torna fundamental aprofundar as discussões sobre o racismo, a violência policial e as desigualdades, ou sobre as pertenças, migrações e diásporas, e que aponta necessariamente para um futuro no qual o Direito à Cidade se assume como um emergente horizonte de cidadania.

Imagem: No Palácio de Cristal: 1.ª Exposição Ultramarina Colonial Portuguesa: Palácio das Colónias à noite © Câmara Municipal do Porto. Arquivo Histórico

PARTICIPANTES

Desirée Desmarattes
É um dos membros fundadores do InterStruct Collective. Os seus tópicos de pesquisa incluem pós-colonialismo, transnacionalismo e identidade na arte visual e contemporânea. Concluiu o Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A sua tese versou os legados in/visíveis de um passado colonial no espaço público do Porto.

Dori Nigro
Apresenta-se como performer, pedagogo e educador de arte. Nascido de uma família trabalhadora rural e da pesca no litoral do estado de Pernambuco, no Brasil, o seu percurso artístico começou com a participação em projectos de teatro amador comunitário. Acedeu aos estudos graças a políticas públicas e cotas raciais. Actualmente desenvolve uma investigação sobre ‘Performance, Ancestralidade e Identidade Afrodiaspórica’ enquadrada no seu doutoramento em Arte Contemporânea, no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

Marta Lança
Lisboa (1976). Doutoranda em Estudos Artísticos, formação em Estudos Portugueses, Literatura Comparada e Edição de Texto na FCSH-UNL. Os temas de pesquisa passam pelo debate pós-colonial, programação cultural, processos de memorialização, plataformas de discurso e estudos africanos. Criou as publicações V-ludo, Dá Fala, Jogos Sem Fronteiras (co-ed) e, desde 2010, é editora do site BUALA. Escreve para publicações em Portugal, Angola e Brasil. Traduziu do francês livros de Maxence Fermine, Jacques-Pierre Amettea, Asger Jorn e Achille Mbembe. Em Luanda lecionou na Universidade Agostinho Neto e colaborou com a I Trienal de Luanda, em Maputo trabalhou no festival de documentário Dockanema. Atualmente coordena o projecto “ReMapping Memories Lisboa-Hamburg, Lugares de Memória (Pós)coloniais”, do Goethe Institut.

Paulo Moreira
Licenciou-se em 2005 pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Desde 2010, é doutorando na Sir John Cass Faculty of Art, Architecture and Design, London Metropolitan University (onde concluíu Mestrado em 2009). Estagiou com Herzog & de Meuron em 2003/04 e estudou com Peter Zumthor na Accademia di architettura di Mendrisio em 2002/03. Foram-lhe atribuídas diversas Bolsas e Prémios, entre os quais o Prémio Novos – Arquitectura em 2015 (Fundação Gulbenkian), o Prémio IHRU em 2014, o Prémio Távora em 2012 (Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte); a Bolsa de Doutoramento FCT em 2010 (Fundação para a Ciência e a Tecnologia); o Prize for Social Entrepreneurship em 2009 (The Cass School of Architecture, London Metropolitan University); e o Noel Hill Travel Award em 2009 (American Institute of Architects – UK Chapter).

ORGANIZADORES

Ana Jara
É arquiteta, cenógrafa e investigadora em estudos urbanos. É co-fundadora da Artéria, onde é responsável pela coordenação dos projetos curatoriais e de intervenção urbana. Licenciada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa e mestre em Artes, pela Central Saint Martins College of Art and Design de Londres. Foi professora convidada da Escola de Arquitetura da Universidade de Umeå, na Suécia (2014-15). Foi docente na pós graduação em Design Thinking no IADE (2017-18). É doutoranda em Estudos Urbanos ISCTE-IUL e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Tem escrito regularmente sobre arquitectura, cidade e políticas urbanas para publicações como o Caderno Vermelho e Le Monde Diplomatique. Desde 2018 é vereadora eleita na Câmara Municipal de Lisboa.

Miguel Cardina
É investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Recebeu em 2016 a bolsa Starting Grant do European Research Council (ERC – Conselho Europeu para a Investigação) na qualidade de coordenador do projeto de investigação «CROME – Crossed Memories, Politics of Silence. The Colonial-Liberation Wars in Postcolonial Times» (2017-2023). É autor ou co-autor de vários livros, capítulos e artigos sobre colonialismo, anticolonialismo e guerra colonial; história das ideologias políticas nas décadas de 1960 e 1970; e dinâmicas entre história e memória. Foi Presidente do Conselho Científico do CES (2017-2019) e membro da coordenação do Núcleo de Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz (NHUMEP) (2013-2106).

 

19 Setembro / 17:00 / MIRA FORUM, Porto

Struggle within Conflict

Organizadores
Francisco Calheiros & Maria Trabulo

Participantes
Ana Naomi de Sousa, José António Pinto & Marina Otero Verzier

As cidades estão inevitavelmente marcadas por confrontos, insurreições, resistências e outros conflitos que influenciam a sua orgânica e a sua configuração. O poder hegemónico inscrito na cartografia e história faz da cidade a primeira arena do conflito, facilmente mediatizável e quase sempre inconsequente, que tende a esconder a luta diária dos seus habitantes. A contradição no debate desta luta é que aqueles mais afectados pelas decisões raramente se sentam à mesa das decisões. O afastamento da resolução dos problemas da cidade e dos seus habitantes, a sobre-estetização do objecto arquitectónico e a dependência quase exclusiva da iniciativa privada e dos interesses da classe dominante, contribuem para a perpetuação da violência sobre as comunidades mais desfavorecidas, oprimidas e excluídas. Struggle Within Conflict pretende através de um debate multi-disciplinar destapar a informalidade e a marginalidade na cidade, questionando assim a intervenção do arquitecto.

Imagem: Still from Estada Militar (Military Road), 2009. Imagem cedida por Mónica de Miranda Studio

PARTICIPANTES

Ana Naomi de Sousa
Realizadora de documentários e jornalista independente. É realizadora dos documentários Architecture of Violence, Angola – Birth of a Movement; Guerrilla Architect; Hacking Madrid e Ecuador’s Hidden Treasure. Colaborou com a Forensic Architecture no documentário interactivo Saydnaya sobre uma prisão militar na Síria, que venceu um prémio Peabody em 2017. Escreve sobre política de espaço, questões pós-coloniais e cultura para diversas plataformas, incluindo o The Guardian, The Funambulist e Al Jazeera.

José António Pinto
Assistente Social e Mestre em Sociologia pela FLUP, cronista do Público e da Visão e palhaço em contexto hospitalar. É funcionário da JF de Campanhã onde tem desenvolvido em contextos de exclusão, diversas actividades de animação no âmbito do teatro, da fotografia e do cinema com populações socialmente desfavorecidas. Em 2013 recebeu a medalha de ouro de prémio Direitos Humanos da Assembleia da República. Orador da Tedex-Porto e uma das 60 personalidades que fazem do Porto uma cidade melhor para a TIME- OUT.

Marina Otero Verzier
Arquitecta e directora de investigação do Het Nieuwe Instituut em Roterdão. Faz parte da equipa curadora da Bienal de Shangai (2021), foi curadora do Pavilhão Holandês da 16a Bienal de Veneza de Arquitectura, da Trienal de Arquitectura de Oslo de 2016 e directora da Global Network Programming at Studio-X Columbia University GSAPP. Otero é co-editora de livros como After Belonging (2016), Unmanned: – Architecture and Security Series (2016-2020) e Architecture of Appropriation: squatting as social practice (2019). Directora do Mestrado em Social Design na Design Academy Eindhoven. Licenciatura pela ETSAMadrid, M.S. in Critical, Curatorial and Conceptual Practices in Architecture pela Universidade de Columbia GSAPP como Fulbright Scholar e doutoramento pela ETSAM.

ORGANIZADORES

Francisco Crisóstomo
Mestre em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e pela Universidad Nacional Autónoma de México, com a dissertação D.F. (Cidade do México) Delirante: Narrativas do Caos pela Praxis Urbana (2014). Trabalha com Fernando Romero (FR-EE) na Cidade do México (2013), com o colectivo murmuro (2015-2017) e com depA Architects (2017-2018), antes de começar a sua prática independente em 2019 no Porto. Participa no Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura (MTA) desde a sua criação em 2019.

Maria TrabuloArtista visual e investigadora, vive entre Porto e Berlim. Tem desenvolvido um percurso artístico multidisciplinar, exibindo o seu trabalho em museus e galerias relevantes em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido reconhecido e premiado por importantes instituições, participa com frequência de residências artísticas. Investigadora em Ciência e Tecnologia das Artes na UCP. Mestre em Art&Science pela Universität für angewandte Kunst Wien, e licenciada em Artes Plásticas pela FBAUP.
Foi co-fundadora e directora artística do projecto InSpiteOf (2018-20), e do projecto Expedição (2013-15), ambos no Porto.

 

Qui. 23 Setembro / 11:00 / Palazzo Giustinian Lolin, Veneza

No State Council

Organizadores
Fernanda Fragateiro & Jorge Carvalho

Participantes
Ângela Ferreira, Gérard Lambert, Paulo Tavares & Rui Mendes

 

Imagem © Fernanda Fragateiro, 2021. Montagem a partir de capa da revista Casabella n.353/1970 , La tutela del nulla

Agora, quais os caminhos para prosseguir? Poderia dizer-se que os caminhos seguem na direção da expansão, compreendendo domesticação da natureza, extração, colonização, urbanização e aceleração; ou que eles estão re-orientados para a contração, abrangendo renaturalização, relocalização, reparação e memória. Mas num processo de projeto de arquitetura, os caminhos tornam-se sinuosos e cruzam-se, porque todos os intervenientes estão comprometidos com algo distinto que têm de fazer agora. No momento atual de sobredeterminação dos processos por fatores económicos, como procurar, nas infraestruturas e logística das cidades, a representatividade de modos de vida menos poderosos? Pode o traçado de uma frente ribeirinha “retornar o olhar” sobre poderes institucionais quando está comprometido com eles? Somos capazes de construir nas ruas símbolos tão desafiantes como os que são expostos em museus? E o que fica demonstrado quando alguns desses modos de vida recuperam representatividade em processos microutópicos de utilização do espaço? Será debatendo os momentos de conflito, de negociações e de alianças em processos de projeto concretos que poderemos distinguir caminhos que se nos deparam.

PARTICIPANTES

Ângela Ferreira
Nasceu em Maputo, Moçambique e cresceu na África do Sul. Obteve o seu MFA na Escola Michaelis de Belas Artes, Universidade da cidade do Cabo. Vive e mora em Lisboa e ensina Belas-Artes na UL, onde fez o seu doutoramento, em 2016. O trabalho de Angela Ferreira foca-se no impacto corrente do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea. Representou Portugal na 52ª Bienal de Veneza 2007, continuando a sua investigação sobre as formas como o modernismo europeu se adaptou ou falhou a adaptar-se às realidades do continente africano, ao traçar a história da ‘Maison Tropicale’ de Jean Prouvé
Estudou o papel das emissões de rádio durante a guerras de libertação e independência africanas e constrói há anos uma série de talk towers para emitir poemas.

Gérard Lambert
Historiador e escritor, Gérard Lambert, é (em 2000) um dos fundadores e, mais tarde, porta-voz da Acipa, a organização principal que contribuiu para a criação e extensão do Zad de Notre-Dame des Landes, perto de Nantes (França), local onde uma experiência rica de arquitectura livre sob gestão colectiva tem lugar desde 2007.
Este grupo de cidadãos resistiu com sucesso ao projeto de um novo aeroporto, levando à prática um modo de vida alternativo no mesmo lugar.

Paulo Tavares
É arquitecto, escritor e curador. O seu trabalho fez parte de exposições e publicações a nível global, incluindo a Bienal de Design de Istambul e a Bienal de Arte de São Paulo.
É autor dos livros Selva Jurídica(2014), Memória da Terra(2018) e Des-Habitat(2019).
Criou em 2017 a agência autónoma, plataforma dedicada à investigação e intervenção urbanas e foi co-curador da Bienal de Arquitectura de Chicago em 2019.
Tem vindo a analisar a realização de infraestruturas viárias e o desaparecimento dos aglomerados construídos e comunidades locais na maior floresta do mundo.

Rui Mendes
Arquitecto cuja actividade está essencialmente ligada à prática do projecto e ao ensino da arquitectura.
Os seus projectos foram apresentados na Trienal de Lisboa 2010 e 2016 e na Bienal de Arquitectura de Veneza 2012.
É professor na Universidade Autónoma de Lisboa e na Universidade de Évora. Foi co-editor do Jornal Arquitectos entre 2012 e 2015 e fundador do “Laboratório de Arquitectura” lançado em 2017. Co-curador, com Marta Labastida, da competição universitária “Sines – Logísticas à Beira-Mar” para o TAL 2016 (selecção Prémios FAD 2017). Recebeu bolsa de doutoramento pela FCT com o “Projecto de Sines e a Nova Cidade de Santo André”.
Rui Mendes projeta há anos num território e ecossistema ribeirinho onde está em estudo a construção um novo aeroporto.

ORGANIZADORES

Fernanda Fragateiro
Fernanda Fragateiro (Montijo, 1962) vive e trabalha em Lisboa.
Os projetos de Fragateiro são caracterizados por um grande interesse em repensar e investigar as práticas modernistas. A sua prática envolve uma abordagem arqueológica da história social, política e estética do modernismo através de pesquisas continuadas com material de arquivos, documentos e objetos.

Jorge Carvalho
Jorge Carvalho (n. 1964) licenciou-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitectura do Porto em 1990.
Em 1991 funda, com Teresa Novais, o aNC arquitectos. O reconhecimento dos seus projetos traduziu-se em prémios, publicações em imprensa especializada e convites para palestras na Europa, América do Sul e Ásia.
É professor auxiliar convidado do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra. Tem sido crítico convidado em avaliações externas de projectos em várias escolas de arquitetura portuguesas e europeias.
Desenvolve também atividades diversas no âmbito do debate disciplinar sobre o processo de projeto. É co-autor do livro Poder/Arquitectura, publicado pela Casa da Arquitectura / Lars Müller.

 

Sex. 24 Setembro / 11:00 / Palazzo Giustinian Lolin, Veneza

Caring Assemblies: Positions on a Space-to-Come

Organizadores
Bartlebooth – Antonio Giráldez López & Pablo Ibáñez Ferrera

Participantes
Candela Morado, Husos, Isabel Gutiérrez Sánchez & Mariana Pestana

 

Não é necessário ler Butler ou Agamben para compreender que há corpos que importam mais que outros. A prática espacial – que opera entre a submissão aos contextos liberais e uma reclamada ‘autonomia’ disciplinar – sistematicamente exclui corpos, agentes e entidades. Activistas, cidadãos e plataformas de algumas das cidades mais abaladas pela crise de 2008 construíram protocolos e narrativas importantes que revelam o poder da Arquitectura enquanto ferramenta ao serviço da violência política. O pensamento contemporâneo e os novos imaginários políticos delimitaram os campos de um espaço por vir. No entanto, como se poderá conceber práticas espaciais que ‘cuidem de’ e ‘cuidem para’, enquanto simultaneamente confrontadas com os conflitos que os moldes de produção capitalista apresentam? Como poderemos erigir uma prática arquitectónica para lá da reprodução social e dos corpos humanos? Quais deverão ser os vectores da prática espacial do porvir? Caring assemblies propõe a criação de uma assembleia de discursos e narrativas, consensos e dissensos, em direcção a uma arquitectura de cuidado, notas para uma prática espacial comprometida, crítica e cuidadosa.

Imagem: Protótipo Bioclimático de Edifício Jardim em Cali, Colômbia, por Husos Architects © Manuel Salinas, cortesia de Husos Architects

PARTICIPANTES

Candela Morado
É antropóloga (UCM) e arquitecta (ETSAM), com especialização em Estudos Urbanos e Pleanemento Territorial. Fez o seu doutoramento em métodos colectivos de sustentabilidade da vida urbana, em Bogotá, na Colômbia, no Conselho Nacional Espanhol de Investigação (CSIC). As suas áreas de interesse passam pelo cruzamento entre o urbanismo crítico, antropologia urbana e estudos feministas de ciência.

Husos
É um gabinete que opera no campo da arquitectura, planeamento urbano e micro-paisagismo, compreendidos como práticas de transformação social. Investiga como estas áreas medeiam as relações que constituem o nosso dia-a-dia; com a natureza não-humana e entre espécies, envolvendo as dinâmicas coloniais, de trabalho e de género. Essa investigação faz-se através da pesquisa e desenho, teoria e prática. Husos foi fundado em Madrid por Diego Barajas e Camilo García e, a partir desta cidade, trabalha regularmente entre Espanha e Colômbia

Isabel Gutiérrez Sanchéz
É arquitecta (ETSAM) e antropóloga (UCM) e detém um Msc City Design & Social Science (LSE). Fez doutoramento na Bartlett School of Architecture (UCL) sobre o cruzamento entre cuidado, cidadania, comunidade e espaço nas iniciativas auto-organizadas de Atenas. Ensina na Bartlett School of Planning. Interessa-se particularmente pelo estudo e produção de contra-narrativas e imaginários através da etnografia, ficções políticas, desenho arquitectónico e projectos artísticos.

Mariana Pestana
É arquitecta e curadora com interesse na prática social crítica e no papel da ficção no design para uma era pautada pelo progresso tecnológico e a crise ecológica. É membro do colectivo The Decorators e, recentemente, foi co-curador da exposição The Future Starts Here (V&A) e Eco Visionaries: Art and Architecture After the Anthropocen at MAAT, Matadero & Royal Academy. Actualmente é curadora da 5ª Bienal de Design de Istambul Empathty Revisited: designs for more than one.

ORGANIZADORES

Bartlebooth
É uma plataforma de publicação e investigação que examina a prática espacial contemporânea, fundada em 2013 por Antonio Giráldez López (1990) e Pablo Ibáñez Ferrera (1992). O seu trabalho foi premiado pela Bienal Ibero-americana de Arquitectura e Urbanismo (BIAU) e pela Bienal de Arquitectura de Espanha (BEAU), e exposto em espaços como o Pavilhão Espanhol na Bienal de Veneza de 2018, Museu Reina Sofia, Matadero de Madrid e no Museu MAO (Ljubljana). Têm neste momento uma residência no Het Nieuwe Instituut, em Roterdão.

*Proposta seleccionada por Open Call

 

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ORADORES
  • Debate "Decolonising the City"
  • Organizadores: Ana Jara & Miguel Cardina
  • Participantes: Desirée Desmarattes, Dori Nigro, Marta Lança & Paulo Moreira
  • Debate "Struggle within Conflict"
  • Organizadores: Francisco Calheiros & Maria Trabulo
  • Participantes: Ana Naomi de Sousa, José António Pinto & Marina Otero Verzier
  • Debate "No State Council"
  • Organizadores: Fernanda Fragateiro & Jorge Carvalho
  • Participantes: Ângela Ferreira, Gérard Lambert, Paulo Tavares & Rui Mendes
  • Debate "Caring Assemblies: Positions on a Space-to-Come"
  • Organizadores: Bartlebooth – Antonio Giráldez López & Pablo Ibáñez Ferrera
  • Participantes: Candela Morado, Husos, Isabel Gutiérrez Sánchez & Mariana Pestana
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  • In Conflict : Debates
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janeiro de 2022 | online