Lançamento do Guia de Arquitetura “Aires Mateus Projetos Construídos Portugal”

Início em 12/12/2019 até 12/12/2019

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A Editora A+A Books apresenta o lançamento do Livro Guia de Arquitetura Aires Mateus Projetos Construídos Portugal e Instalação Vídeo A Forma da Sombra Aires Mateus por Nuno Cera, no dia 12 de Dezembro de 2019, às 18h30, no Piso Térreo do Torreão Poente da Praça do Comércio, Lisboa.

O #04 da coleção Guias de Arquitetura Projetos Construídos Portugal dedicado aos Arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus (edição bilingue Português-Inglês), que conta com o patrocínio exclusivo da Fundação Millennium bcp.

A Instalação Vídeo “A Forma da Sombra – Aires Mateus por Nuno Cera“, que completa assim o trabalho editorial no qual Nuno Cera participa, ocupará uma peça desenhada pelo Atelier Aires Mateus para a ocasião.

A apresentação do livro será feita pelo Arquiteto Carrilho da Graça, e a cerimónia contará com a presença dos Arquitetos.

Digna-se estar presente Sua Excelência a Ministra da Cultura, Graça Fonseca.

 

Guia de Arquitetura Aires Mateus Projetos Construídos Portugal
#04 Coleção Guias de Arquitetura Projetos Construídos em Portugal

A partir das obras construídas em Portugal pelos arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus, este livro, inserido na coleção de Guias de Arquitetura Projetos Construídos em Portugal, da Editora A+A Books, vem preencher um espaço editorial (edição bilingue português-inglês) que visa a internacionalização dos arquitetos portugueses cuja obra se destaca no panorama arquitetónico nacional e internacional. Assim, no seguimento do trabalho já realizado com os Guias dedicados aos Arquitetos Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura e Carrilho da Graça, o presente livro procura estabelecer uma relação entre as obras finalizadas, a partir de imagens e desenhos cedidos pelos arquitetos, e a visão atual do artista plástico Nuno Cera. Neste livro torna-se evidente a pertinência de uma obra que se estende pelo tempo, pelo território, e que ilustra a evolução do processo e pesquisa dos Arquitetos Aires Mateus, atualmente entre os mais internacionais e relevantes da arquitetura portuguesa contemporânea.

Com textos da arquiteta Marta Sequeira, que situam as obras selecionadas, e um texto de análise do arquiteto Michel Toussaint, onde enquadra o percurso de Manuel e Francisco Aires Mateus até ao presente, o Guia de Arquitetura Aires Mateus Projetos Construídos Portugal junta-se a uma coleção que pela excelência do seu conceito, conteúdos e design ganhou o 1º Prémio, por unanimidade, para melhor Publicação/Livro da XI BIAU 2019 – Bienal Internacional de Arquitetura e Urbanismo, que este ano teve lugar no Paraguai.

No dia em que a Livraria A+A, matriz da editora A+A Books, celebra o seu 24º aniversário, a festa de lançamento de mais esta edição vem destacar a génese destes dois projetos culturais.

“Nas suas entrevistas, Manuel e Francisco Aires Mateus frequentemente identificam os problemas que se levantam ao fazer arquitetura em Portugal. Referem a existência de um défice no planeamento, de uma regulamentação demasiado impositiva, de um mercado muito limitado no que diz respeito à experimentação de novos materiais e sistemas construtivos e de uma qualidade artesanal em extinção que a tecnologia não tem sido capaz de substituir. Mas também reconhecem que as condições do exercício da profissão neste país têm constituído em si mesmas um desafio, que muito positivamente poderá ter contribuído para a qualidade da arquitetura que aqui se tem produzido, e que «a arquitectura é cada vez melhor em Portugal»[1]. Acerca da existência de uma identidade da arquitetura portuguesa, parecem acreditar que esta não é homogénea nem corporativa: faz-se de contributos individuais diversos, sendo que o exemplo recente de algumas figuras ímpares «ajudou a criar uma ambição coletiva muito positiva»[2].

(…) Sobre a possibilidade de internacionalização, Manuel e Francisco Aires Mateus manifestam acreditar precisamente que a solução possa estar, por mais paradoxal que possa parecer à primeira vista, em conservar uma herança e uma tradição da história erudita, mas também popular, da arquitetura portuguesa. Referem por diversas vezes o interesse de construir no estrangeiro, onde projetam apenas com uma visão sumária e abstrata da realidade que lhes permite uma mais clara perceção dos factos; mas alertam que ao atuar noutro país jamais pretendem adaptar-se, mas sim reforçar a sua circunstância particular e oferecer a sua própria perspetiva da condição alheia. Por outro lado, são perentórios ao afirmar que é muito interessante trabalhar fora de Portugal, mas que é sobretudo estimulante voltar. A verdade é que ainda que, projetos como o Pólo Museológico de Lausanne ou o Museu de Belas Artes de Reims estejam a gerar uma grande expectativa no panorama arquitetónico global, foi no território português que foi construída a maior parte da sua obra, e sobretudo aquela que lhes proporcionou precisamente um maior reconhecimento internacional. É disto sintomático o facto de Manuel Aires Mateus ter afirmado, numa entrevista concedida a propósito da atribuição do Prémio Pessoa, em 2017, «seremos sempre arquitetos daqui, da nossa cidade, da costa alentejana, de Portugal»[3]. Talvez por isso, a melhor maneira de verdadeiramente conhecer e reconhecer o legado de Manuel e Francisco Aires Mateus seja precisamente através da empresa de uma viagem pelas suas obras em Portugal.”

Marta Sequeira – in introdução do Guia de Arquitetura Aires Mateus Projetos Construídos. Portugal

[1] AIRES MATEUS, Manuel (entrevistado), GUIMARÃES, Carlos, FERREIRA, Carolina, CANOTILHO, Pedro (entrevistadores), «Aires Mateus a sedução não interessa nada…», in NU, 9 (Mar. 2003), pp. 10-15.

[2] AIRES MATEUS, Manuel (entrevistado), «à conversa com… Manuel Aires Mateus, arquitecto sem artifícios», in Mais Arquitectura, 1 (Abril 06), p. 18.

[3] AIRES MATEUS, Manuel (entrevistado), HORTA, Bruno (entrevistador), «Manuel Aires Mateus: “Vou distribuir os 60 mil euros por quem trabalha comigo», in Observador, 15 de Dezembro de 2017.

 

A Forma da Sombra – Aires Mateus por Nuno Cera
Instalação Vídeo

Entrar nos planos do filme “A Forma da Sombra” do artista Nuno Cera, alguns dos quais intensamente poéticos, pontuados por sons musicais da Eritreia e do Japão é, de uma forma subjetiva, entrar na poesia da obra de Aires Mateus, na sua sensibilidade e enorme paixão pela criação de formas e volumes tornados arquitetura. Essa arquitetura é agora publicada no Guia de Arquitetura Aires Mateus Projetos Construídos em Portugal.

Nuno Cera, uma vez mais convidado pela A+A Books, desenhou o seu percurso de descoberta sensitiva e cinematográfica que tanto o caracteriza e lhe confere o valor artístico, a partir de um olhar focado nas formas e na subtileza da natureza como envolvência. Aquilo que o olhar do observador recolhe e memoriza  é uma rigorosa, mas subtil,  forma de apreender o sentido arquitetónico da obra de  Manuel e Francisco Aires Mateus.

Maria Melo

 

If you have the eyes for it 1

Ao explorar a ideia de colecionar memórias para o futuro, o artista Nuno Cera captura fragmentos da arquitetura por onde vagueia, atento aos vestígios e à noção do tempo que encontra nos espaços, nos seus contextos e nas paisagens envolventes.

Ao obscurecer a linha entre poesia e realidade, o artista joga com a dicotomia arquitetura/natureza. O seu cúmplice, nessa procura pela ideia da essência, é aquilo a que chama, a forma da sombra.

A Forma da Sombra apresenta uma narrativa construída a partir de instantes filmados em nove obras em Portugal desenhadas por Manuel e Francisco Aires Mateus. A arquitetura é aqui entendida como uma proposta radical, em busca de disrupção, que se dissolve na negociação e na astúcia do diálogo com o contexto e a envolvente. Simultaneamente esplêndida, primitiva e sólida.

A instalação – apresentada numa maqueta de uma casa, desenhada pelos arquitetos – consiste em nove episódios que, remetendo à técnica cinematográfica de campo e contra-campo, conduz um diálogo entre as duas personagens principais: a arquitetura e o seu contexto. A primeira, por vezes penetra, desconexa ou serena no entorno, esconde-se ou imiscui-se nele. A outra, nos seus diferentes estados de dureza, de vetusta natureza, de silêncio, de densidade urbana, de fragilidade ou de inocência, alterna entre observadora, testemunha ou protagonista na narrativa.

Os segmentos são filmados a preto e branco, alguns apresentando-se com filtros coloridos, que afetam a nossa experiência da luz, sombra e textura. Até ao ponto de nos fazer esquecer que o filme a cores existe. A Forma da Sombra apela aos nossos sentidos e estados emocionais, reforçados pela sonoplastia do vídeo: musica eletrónica contemporânea, música tradicional do Japão e da Etiópia. Às vezes somos mantidos em completo silêncio, evocando o invulgar ou o íntimo.

Só se tivermos os olhos para isso.
Julia Albani

1 Andrew Noren (1943–2015) cineasta de vanguarda americano

 

Imagens
©A+A Books
© Helga Constantino
© Still do Vídeo “A Forma da Sombra” de Nuno Cera

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  • Arquiteto Manuel Aires Mateus
  • Arquiteto Francisco Aires Mateus
  • Arquiteto Carrilho da Graça
  • Ministra da Cultura Graça Fonseca
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  • Guia de Arquitetura: Aires Mateus Projetos Construídos Portugal
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