‘Modos de não fazer nada’ por José Capela

Início em 31/10/2019 até 31/10/2019

Categorias: Conferências

O ciclo Conferências Marques da Silva, anualmente organizado pela Fundação Marques da Silva com o apoio da FAUP, tem como convidado para a edição 2019 o arquitecto José Capela, no dia 31 de outubro, às 18h30, no Auditório Fernando Távora – FAUP com entrada livre.

Em 2019, num ano em que o edifício do Teatro Nacional de S. João, projetado por Marques da Silva, iniciou os preparativos para celebrar o centenário que se avizinha, o ciclo Conferências Marques da Silva, anualmente organizado pela Fundação Marques da Silva com o apoio da Faculdade de Arquitectura da UPorto, oferece o palco a um arquiteto encenador: José Capela. E numa rotação do olhar, que assim se desloca do objeto arquitetónico para o projeto cenográfico, José Capela lança o desafio de falar nesta conferência sobre modalidades de não-ação, tomando como tema, aquele que é também o titulo do seu catálogo de cenografias: modos de não fazer nada.

Sinopse
Não gostava de cenografia quando comecei, sem o ter planeado, a fazer cenografia. Não apreciava a recorrente oposição entre a arquitetura das salas de teatro e a arquitetura daquilo que se instala no palco, e preferia as salas aos cenários. Comecei por adotar estratégias de apropriação dos próprios espaços de representação – estratégias às quais se poderá chamar, recorrendo ao vocabulário das artes visuais, site-specific. Usar ou sublinhar aquilo que já lá está. Essa possibilidade de apropriação de “coisas não feitas por mim” estendeu-se a outros aspetos da cenografia, designadamente remetendo decisões para o âmbito de trabalho de outros. Coloco-me frequentemente nesse lugar apenas de veiculação, em que decido mas não faço. Um dos capítulos do meu doutoramento chama-se assim: modos de não fazer nada. E é sobre modalidades de não-ação, sobre possibilidades de optar calculadamente por não fazer, que proponho falar.
― José Capela

José Capela, arquiteto (FAUP, 1995), doutorou-se com a dissertação Operar conceptualmente na arte. Operar conceptualmente na arquitetura. É docente na Universidade do Minho desde 2000, onde leciona nos cursos de arquitetura e de teatro, e é investigador do Lab2PT. Comissariou, com Cláudia Taborda, a conferência internacional Arquitetura [in] ]out[ Política para a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2010, é autor do capítulo “Uma garrafa de Coca-Cola e duas estufas: política interna nas artes e na arquitetura” do livro Estética e Política entre as Artes (Edições 70) e tem publicado em múltiplas revistas de arquitetura e de artes performativas. É cofundador (2003) e codiretor artístico da mala voadora, com Jorge Andrade, e responsável pela cenografia dos espetáculos. Publicou o catálogo de cenografia Modos de não fazer nada em 2013, foi presidente da Associação Portuguesa de Cenografia entre 2016 e 2018 e é autor da instalação Windows com a qual Portugal foi representado na Quadrienal de Praga 2019 e do respetivo catálogo W : JC + JCD. Nos últimos anos, colaborou ainda com a Companhia Nacional de Bailado, o Teatro Nacional São Carlos e a Casa-Museu Guerra Junqueiro, desenhou a exposição permanente do novo Museu do Vinho do Porto, e acaba de fazer uma cenografia-instalação para os espaços públicos do reinaugurado Teatro do Bairro Alto. Foi nomeado para o Prémio Autores relativo a “melhor trabalho cenográfico” em 2012 e 2017, e recebeu o prémio em 2016 por Pirandello da mala voadora.

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  • José Capela
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  • Tema: Modos de não fazer nada
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