10ª edição do Open House Lisboa estende-se até Almada

Categorias: Arquitetura

Desde 2012 conhecido e acarinhado como o evento anual que mostra a cidade como nenhum outro, o Open House Lisboa continua comprometido com a renovação e promoção da proximidade com a arquitectura.

No ano em que chega à 10ª edição, a grande novidade é a extensão do roteiro de visitas até Almada no sentido de, não só aproximar quem habita as duas cidades, como de as relacionar através da sua paisagem natural e construída.

Com co-produção da Trienal de Lisboa e da EGEAC e contando com a parceria estratégica da Câmara Municipal de Lisboa, em 2021 o evento reforça-se com a celebração de um protocolo de cooperação com a Câmara Municipal de Almada. Este acto formal entre a Trienal de Arquitectura de Lisboa e a Câmara Municipal de Almada surge de uma vontade comum de estreitar as margens, unindo os territórios através do ex-libris comum que é o rio Tejo.

No fim-de-semana de 25 e 26 de Setembro, o novo roteiro tem como fio condutor um olhar sobre as duas cidades enquanto paisagens modeladas a partir de um elemento natural, a Água.

A ideia é do colectivo de arquitectura paisagista Baldios, o primeiro grupo de profissionais convidado para comissariar um Open House cujo principal objecto de trabalho é a paisagem.

Sob o tema “Os Caminhos da Água”, o roteiro destaca o papel do rio Tejo e todo o seu subjacente potencial de prolongamento das duas cidades, convidando à descoberta de diferentes tipologias de edifícios que acompanham as linhas de água – ora visíveis, ora invisíveis ou extintas – que definem a topografia marcante destes dois territórios e, consequentemente, a sua paisagem construída.

Inês Medeiros, Presidente da Câmara de Almada, refere que “é com grande entusiasmo que recebemos, em Almada, a 10ª Edição do Open House, que dará a conhecer o extenso património arquitectónico e a beleza deste território cuja paisagem é marcada pela presença do Mar, do Tejo e da relação com Lisboa. Abraçamos esta parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa na certeza de que o Open House 2021 constituirá um desafio e uma oportunidade de compreender e projectar a margem sul do rio Tejo, que une três grandes concelhos e é essencial ao desenvolvimento da área metropolitana de Lisboa.”

Segundo Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, “numa altura em que o espaço público e o espaço comum da cidade assumem um protagonismo ímpar, impõe-se continuar a aproximar os cidadãos à arquitectura e ao património. Uma cidade não pode prescindir deste olhar, que é uma representação de como nos vemos enquanto comunidade e de como vemos o mundo. Acredito que a Trienal continuará, como sempre, a mostrar-nos o melhor desta manifestação artística, tão cosmopolita, universal e criativa.”

Para José Mateus, presidente da Trienal de Arquitectura de Lisboa, esta nova proposta de roteiro chega de forma natural, afirmando que “viver em Lisboa envolve um olhar permanente sobre o Tejo e Almada, que assim fazem parte da cidade, completando-se como um corpo com vários membros”.

Em 2021, dias 25 e 26 de Setembro, o Open House Lisboa conta com uma 10ª edição territorialmente ampliada, com um roteiro singular e acessível em que seguimos os caminhos da água que ligam Lisboa e Almada.

 

SOBRE O OPEN HOUSE LISBOA
Desde 2012, o Open House proporcionou a visita de mais de 280 espaços que integram um atlas online acessível ao longo de todo o ano. Em 2020, respondendo às limitações da realidade pandémica, foram criados oito passeios sonoros para fazer ao ar livre que convidam a experienciar a cidade a partir do olhar de oito personalidades da cultura. Estão ainda disponíveis e podem ser ouvidos no site do Open House e no Soundcloud.
Lisboa foi a 13ª cidade a inscrever-se no mapa do Open House Worldwide, a rede que reúne actualmente 47 cidades distribuídas por diferentes continentes desde América (do Norte e Sul), África, Europa, Ásia e Oceania.

“OS CAMINHOS DA ÁGUA”, PELO COLECTIVO BALDIOS
O Open House 2021 atravessa o rio para a outra margem e estende-se até Almada. Do Tejo e das linhas de águas que nele desaguam nasce o fio condutor do roteiro desta edição centrada na leitura das cidades enquanto paisagens modeladas a partir de um elemento natural. Inspire-se e embarque numa expedição à arquitectura urbana pelos Caminhos da Água, explorando os percursos ancestrais de ligação entre as cidades e o rio que se sedimentaram ao longo das encostas e vales. Em Lisboa, estes caminhos revelam uma topografia profundamente humanizada que deu origem a terraços, muros, edifícios, jardins, aterros e encanamentos. Em Almada são praias, angras, cais e infra-estruturas industriais que rematam os vales curtos e encaixados, a contemplar Lisboa e o rio como elementos de uma Paisagem Comum.

Sigamos a Água!

BALDIOS – BIOGRAFIA DO COMISSARIADO
Baldios Arquitectos Paisagistas surge em 2012 como colectivo, na sequência da fusão do trabalho desenvolvido por cinco arquitectos paisagistas, em colaboração ou co-autoria com diversas equipas interdisciplinares. Dedica-se à produção de paisagem, quer sob a forma de estudos e projectos de paisagismo, quer através da sua investigação.
Abarcando várias influências e discussões, a investigação e a prática da paisagem são assumidas como um esforço conjunto de disciplinas profissionais envolvendo investigadores que se debruçam sobre o território e a cultura contemporânea. Neste sentido, a produção de paisagem deverá ser um acto anónimo ou colectivo, em que o resultado do trabalho da Baldios é a principal referência identitária.

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