Acervo do arquiteto Fortunato Cabral vai ser incorporado no Arquivo da Casa da Arquitectura

Categorias: Arquitetura

O acervo do arquiteto Fortunato Cabral vai ser incorporado no Arquivo da Casa da Arquitectura. A Cerimónia de assinatura do Contrato de Doação do Acervo do arquiteto Fortunato Cabral vai decorrer na Nave Expositiva da Casa da Arquitectura, no dia 17 de junho, às 18h00, e será transmitida em direto na página de Facebook da instituição. A apresentação da obra estará a cargo do arquiteto Manuel Correia Fernandes.

O conjunto documental que agora chega à Casa da Arquitectura integra peças desenhadas, fotografias e documentação textual relativa a cerca de uma centena de projetos de arquitetura desenvolvidos pelo coletivo ARS entre 1930 e 1958 e pelo arquiteto Fortunato Cabral em nome individual, entre 1950 e 1970.

O acervo é constituído por 4291 peças desenhadas (incluindo esquissos, desenhos técnicos e cópias heliográficas), 239 fotografias e 2630 documentos textuais e recortes de imprensa.

 

António Fortunato Cabral (1903-1978)
Estudou no Colégio de Montariol, em Braga.
Entre 1921 e 1935, estudou Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto, tendo apresentado no Concurso para a Obtenção do Diploma de Arquiteto (CODA), em 1941, o trabalho sobre o Mercado Municipal de Matosinhos: Betão Armado, diplomando-se com 16 valores.

Fundou com Mário Cândido de Morais Soares e Fernando da Cunha Leão o grupo Arquitectos Reunidos (ARS), de onde saíram marcantes projetos arquitetónicos, de diversas tipologias, como as igrejas da Praia de Mira, de S. Pedro da Cova (Gondomar), de Nossa Senhora de Fátima (Porto) e de Crestuma (Vila Nova de Gaia); o Externato Liceal de Alijó, a Escola Gonçalo Pereira (Barcelos) e a Creche-lactário Amaíza Veiga Ripado (Chaves); a Casa das Lérias (Amarante) e a Loja Lopo Xavier (Porto); o Buvete das Termas das Caldas (Amares); as adegas cooperativas de Chaves, Lousada e Marco de Canavezes; a Estalagem do Galo (Maia), o Hotel-Restaurante Porto Mar (Matosinhos) e Sacel – Edifício de Restauração (Porto); o Mercado Municipal de Matosinhos e o Mercado do Bom Sucesso (Porto); o Edifício Social da Legião Portuguesa (Porto); o Bairro Operário da Litografia Nacional (Porto); o Quartel dos Bombeiros da Póvoa de Varzim; o Banco Nacional Ultramarino de Vila Nova de Famalicão; o jazigo da Família Benjamim José de Araújo Oliva (S. João da Madeira); e ainda várias casas e prédios como o Prédio de Rendimento Adão Polónia (Matosinhos) e a Casa Olinda Freitas Figueiredo (Porto).

 

Após a dissolução do Gabinete ARS, os projetos realizados em conjunto foram distribuídos pelos três sócios, encontrando-se por esse motivo alguns projetos incompletos.

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