Antiga Fábrica do Cobre vai dar lugar a habitação em Campanhã

Categorias: Arquitetura

Já foi a maior unidade industrial da cidade, chegou a dar emprego a 760 pessoas ao mesmo tempo e foi a única fábrica a trabalhar o cobre em grande escala no país. Se nos anos 50 e 60 a Companhia Portuguesa do Cobre foi foco de dinamismo e atração em Campanhã, várias décadas depois volta a fazer parte dessa equação, dando lugar a habitação, comércio, serviços, novos arruamentos e zonas verdes.

Em 1943, quando o país assistia ao plano nacional de eletrificação, era concedida licença para a montagem da indústria de metalurgia de cobres. Anos mais tarde, o crescimento da também conhecida por Fábrica do Cobre levaria o próprio Estado Novo a reconhecê-la como “de interesse nacional”.

As instalações foram sistematicamente aumentadas, incluindo dormitórios, espaço de refeição para os trabalhadores que chegavam de várias localidades à volta, e até túneis que atravessavam todo o complexo, inclusive os escritórios que ficavam do outro lado da Estrada da Circunvalação.

O mercado, investimentos falhados, dependência de matéria-prima vinda do exterior e até questões ambientais levaram ao fim de uma era de produtiva de grande escala. Em 1997 a produção parou e no ano seguinte era declarada a falência da Companhia Portuguesa do Cobre.

O declínio é agora invertido graças a um projeto imobiliário privado que prevê a edificação de seis lotes para habitação, com 229 fogos, mais quatro lotes para comércio e serviços.

Toda a área deverá ser requalificada com novos arruamentos e zonas verdes, num projeto enquadrado na nova revisão do Plano Diretor Municipal da cidade que contempla a construção de mais habitação para a zona de Campanhã.

© Porto.

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