Arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha morre aos 92 anos

Categorias: Arquitetura
O arquiteto Paulo Mendes da Rocha, Prémio Pritzker em 2006, morreu ontem aos 92 anos em São Paulo, onde estava internado, noticia o jornal brasileiro Folha de São Paulo.

A morte do arquiteto, o mais premiado arquiteto brasileiro de sempre, foi confirmada ao diário brasileiro pelo seu filho, Pedro Mendes da Rocha.

Prémio Pritzker, em 2006, e Leão de Ouro de carreira na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2016, Paulo Mendes da Rocha nasceu em 25 de outubro de 1928, em Vitória, no estado brasileiro do Espírito Santo.

Entre as suas mais conhecidas obras estão o Museu Brasileiro de Escultura (1987), o Museu de Arte de Campinas (1989) e o restauro da Estação da Luz, em São Paulo, convertida em Museu da Língua Portuguesa (2006).

Em Portugal, Paulo Mendes da Rocha assinou duas das poucas obras que fez fora do Brasil: o Museu dos Coches e a Casa do Quelhas, em Lisboa.

Uma carreira particularmente centrada dentro do Brasil não impediu Paulo Mendes da Rocha de receber os principais prémios arquitetónicos do mundo, sendo também consagrado com o Mies van der Rohe de arquitetura latino-americana por dois anos consecutivos, pelo Museu Brasileiro de Escultura e pela Pinacoteca de São Paulo, em 1999 e 2000, respetivamente.

Em 2016 foi galardoado com o Prémio Imperial do Japão, tal como no ano seguinte recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects.

Paulo Mendes da Rocha deixa mulher e seis filhos.

Casa da Arquitetura lamenta morte de primeiro sócio-honorário

A Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura lamentou hoje a morte do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, primeiro sócio-honorário da instituição, que morreu hoje aos 92 anos em São Paulo, no Brasil.

“Foi com enorme dor e profunda consternação que a Casa da Arquitetura soube do falecimento do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o seu primeiro sócio-honorário, esta manhã, em São Paulo, aos 92 anos de idade”, refere a organização sediada em Matosinhos numa nota enviada à Lusa.

“A Casa da Arquitetura expressa as mais sentidas condolências à família, amigos e colaboradores, solidarizando-se com todos os que, ao longo de décadas, conheceram, trabalham e privaram com tão excecional personalidade”, acrescentou a organização.

A instituição considera Paulo Mendes da Rocha como um “amigo” com quem mantinha “uma relação próxima há muitos anos”, recordando que o arquiteto brasileiro doou o acervo integral do seu trabalho à Casa da Arquitetura em setembro de 2020.

Considerando que “o mundo e a arquitetura ficam irremediavelmente mais pobres”, a Casa da Arquitetura recordou que tem programada para 2023 uma “grande exposição monográfica dedicada a Paulo Mendes da Rocha”.

O acervo deixado à Casa da Arquitetura envolve cerca de 8.800 objetos, relativos a mais de 320 projetos, e “é composta por cerca de 6.300 desenhos analógicos, 1.300 desenhos físicos, três mil fotografias e ‘slides’, um conjunto de maquetes feitas pelo próprio” Mendes da Rocha e aproximadamente 300 publicações, segundo a instituição portuguesa sediada em Matosinhos, distrito do Porto.

© MadreMedia / Lusa

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