Arquiteto Carrilho da Graça homenageado na ArpaFil em Guadalajara

Categorias: Arquitetura
O arquiteto português João Luís Carrilho da Graça vai ser hoje homenageado na ArpaFil, na cidade de Guadalajara. O arquiteto diz que que este reconhecimento “é para toda a arquitetura portuguesa”.

A ArpaFil é um encontro sobre arquitectura, património e arte, que desde 1995 é parte da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, reconhece todos os anos um profissional cujo desempenho tenha contribuído para o engrandecimento artístico do património mundial. em 2018, ano em que Portugal é o convidado de honra da feira do livro, este reconhecimento distingue arquiteto João Luís Carrilho da Graça.

A trajetória de 30 anos do arquiteto português, "desenvolvida em estreita relação entre a prática profissional e académica", assim como "a pureza, a elegância, as formas e as linhas da sua obra são alguns dos motivos pelos quais João Luís Carrilho da Graça será reconhecido com a Homenagem ArpaFIL 2018.

Nascido em Portalegre, Carrilho da Graça, de 65 anos, Prémio Pessoa em 2008, é autor, entre outros projetos, do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, da Escola Superior de Comunicação Social, do Museu do Oriente, da musealização arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge e da Escola de Música da Escola Politécnica, na capital portuguesa.

Licenciado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1977, ano em iniciou a atividade profissional, Carrilho da Graça foi professor da Faculdade de Arquitetura da então Universidade Técnica de Lisboa, de 1977 a 1992, catedrático da Universidade Autónoma, de 2001 a 2010, e da Universidade de Évora, desde 2005, onde dirigiu o Departamento de Arquitetura.

Foi por várias vezes nomeado para o prémio europeu de arquitetura Mies van der Rohe (1990, 1992, 1994, 1996, 2009, 2011, 2013), distinguido com o Prémio Valmor pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares (1998) e pela Escola Superior de Música de Lisboa (2008).

Ao conjunto da sua obra foram atribuídos os prémios como o da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA), em 1992, a Ordem de Mérito da República Portuguesa (1999), o título de Cavaleiro das Artes e das Letras da República Francesa (2010) e a Medalha da Academia de Arquitetura de França (2012).

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