Arquiteto Souto Moura apresenta proposta para a cidade de Amarante

Categorias: Arquitetura

O arquiteto Souto Moura projetou para o centro de Amarante uma grande escadaria a ligar o mercado à alameda e um novo patamar intermédio para potenciar a ligação da cidade ao rio.

Ainda em fase de discussão pública, o anteprojeto do arquiteto dará uma imagem renovada ao edifício do mercado municipal (projeto original de Januário Godinho), que será requalificado, e introduzirá alterações na Alameda Teixeira de Pascoaes, onde se encontram os Paços do Concelho e o Museu Amadeo de Souza-Cardoso.

Em relação ao mercado, Souto Moura propõe manter a arquitetura inicial, fazer uma ampliação do telhado, em direção à alameda e reformular o espaço interior.

O arquiteto, que em 2011 recebeu o prémio Pritzker, prevê a criação de uma grande escadaria, desde a alameda até ao mercado. Deseja-se com esta solução, segundo a autarquia, "criar uma espécie de anfiteatro romano, ultrapassando o desnível do terreno e criando uma amplitude entre a alameda e o mercado".

Em relação à alameda, preconiza-se que o grande muro junto ao rio Tâmega seja recuado, a partir da ponte de São Gonçalo (margem direita), até ao quiosque, o que permitirá criar um patamar intermédio à cota do mercado. O novo espaço poderá ser usado em dias de feira, mas também para se desfrutar de uma maior proximidade ao Tâmega. O novo patamar intermédio será ligado ao superior, junto à ponte, por uma escadaria, recuperando o que existiu no passado.

A reabilitação da praça apontará para maior condicionamento na circulação e estacionamento de viaturas, privilegiando-se o usufruto das pessoas.

Após esta primeira fase da discussão pública, será feita, no verão, uma nova sessão, junto ao rio, para apresentar a versão revista, que poderá incluir algumas das sugestões da população.

Souto Moura foi convidado pela autarquia a projetar uma alteração nesta zona da cidade já no anterior mandato.

O presidente da câmara de Amarante referiu que este anteprojeto, que diz "apreciar muito", ainda está em "fase embrionária", mas apresenta "soluções muito interessantes para a cidade", tendo como principal foco o reforço de ligação de Amarante ao rio Tâmega e às suas margens, além da necessária requalificação do mercado e área envolvente.

Insistindo na vocação turística da cidade que se quer acentuar no futuro, José Luís Gaspar assinala que se trata de uma intervenção que está a ser preparada com "muito cuidado", de "forma articulada com outras, pensando em reforçar a atratividade de Amarante".

Recordou, a propósito, a recente requalificação da área envolvente às termas, já inauguradas, e a futura intervenção na zona do Rossio, também na margem direita, uma obra que incluirá zonas de estacionamento de viaturas e de lazer, para lançar este ano, em termos de concurso público.

Assinalou também os projetos do novo cineteatro, na margem esquerda, do arquiteto Carlos Prata, que aguarda apenas visto do Tribunal de Contas, e do Solar dos Magalhães, de Siza Vieira, que receberá a futura Casa da Memória de Amarante.

As três empreitadas têm financiamento assegurado, são para ser executados no atual mandato e serão uma referência de qualidade na região, segundo José Luís Gaspar.

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