Arquitetos vão exigir ao governo condições para a regeneração urbana

Categorias: Arquitetura

A Ordem dos Arquitetos anunciou hoje que vai exigir junto do Governo novas condições de financiamento da economia para regeneração arquitetónica e urbana e a sustentabilidade e eficiência energética do edificado do país.

 

Esta é uma das decisões inscritas na Moção de Orientação Estratégica aprovada no final do 13º Congresso dos Arquitetos que decorreu entre quinta-feira e sábado na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa.

 

Na mesma moção, os arquitetos decidiram exigir um programa público de Regeneração Arquitetónica e Urbana associado à sustentabilidade e eficiência energética do edificado, decorrente do novo Quadro Comunitário 2014-2020.

 

Vão ainda propor a simplificação processual e legislativa como incentivo à reabilitação urbana e promover boas práticas de construção sustentável, considerando o custo dos edifícios em função do seu ciclo de vida.

 

No preâmbulo do documento, enviado à agência Lusa, a OA sublinha que este encontro magno dos profissionais do setor realizou-se “num dos momentos mais incertos e numa das conjunturas mais difíceis de que há memória recente em Portugal”.

 

“Nos últimos anos, as consequências da crise internacional e nacional atingiram duramente a profissão de arquiteto no país, provocando-lhe profunda alteração, desestabilização e desagregação, após mais de duas décadas de grande expansão e concretização”, apontam.

 

Na Moção de Orientação Estratégica ficou ainda decidido que a Ordem vai “promover a adoção de políticas de incentivos financeiros ou fiscais de modo a estimular a participação dos particulares nos processos de valorização e reabilitação urbana, quer habitacional, quer do património construído, classificado ou em vias de classificação”.

 

Cerca de 200 arquitetos de todo o país participaram neste congresso para promover a reflexão sobre a situação da profissão, o que representa para a sociedade e os desafios para o futuro.

 

Nos últimos anos, tanto a OA como vários ateliês de arquitetos consagrados, como Álvaro Siza Vieira e Carrilho da Graça, têm vindo a alertar para as dificuldades do setor desde o agravamento da crise económica do país, afetando a construção e o imobiliário.

 

Fonte: Lusa

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