Atelier brasileiro vencedor do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp

Categorias: Arquitetura

O atelier brasileiro vão é vencedor do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp. Sediado em São Paulo, no Brasil, e fundado em 2013 por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, o atelier destacou-se pela sua originalidade, compromisso com o ambiente e elegância da sua obra, resultado da mestria do desenho arquitectónico e uma profunda compreensão dos materiais.

Na sua obra, que integra desde a habitação ao Museu de Arte Sacra, destaca-se uma fábrica de tijolos, em Alvaré, no estado de São Paulo. Construído com 12 mil blocos de tijolos empilhados sem argamassa, vão escolheu como material o produto da própria fábrica, evitando o impacto do transporte. O processo de construção assemelhou-se a uma montagem, podendo ser integralmente reutilizado em caso da relocalização. A estabilidade do edifício foi obtida aumentando significativamente a volumetria das paredes, à semelhança das antigas construções megalíticas.

Na corrida ao Prémio Début estiveram 10 finalistas, ateliers e profissionais individuais provenientes dos dois hemisférios do globo. O galardão destaca uma prática profissional individual ou colectiva para impulsionar o crescimento intelectual e profissional de talentos emergentes numa fase crucial do seu percurso. O valor pecuniário atribuído ao 1º prémio duplicou desde 2019, tendo agora um valor de 10 mil euros.

Foram também reveladas as propostas vencedoras do Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp que, pela primeira vez, incluiu duas categorias, Mestrado e Investigação. No total das duas categorias, 18 dos projectos candidatos integram as exposições centrais da 6.ª edição da Trienal e 9 foram finalistas do Prémio. O galardão tem como principal objectivo aproximar escolas e centros de investigação, incentivando a criação de novas pontes com a prática da arquitectura.

Pela elevada qualidade e pertinência das propostas, o Concurso Prémio Universidades na categoria Mestrado foi atribuído a quatro propostas vencedoras ex-aequo: Aquatic Livelihoods, da Universidade de Harvard, nos E.U.A., patente na exposição Visionárias, Coastal Interference, da Bergen School of Architecture, na Noruega, e The Theater of the People da Spitzer School of Architecture, City College of New York, nos E.U.A., patentes na exposição Multiplicidade e The (in)visible traces of the landscape, da ENSA – École Nationale Supérieure d’Architecture de Versailles da Université Paris-Saclay, em França, apresentada na exposição Ciclos. Cada proposta vencedora recebe um prémio de mil euros.

Na categoria Investigação, o galardão foi para Biogenic Construction, do Institute of Architecture and Technology, que pertence ao The Royal Danish Academy, na Dinamarca, um projecto apresentado na exposição Ciclos e com um ensaio no respectivo livro.

Em finais de Outubro, é lançada uma antologia — Emerging voices on new architectural ecologies — com dezessete ensaios de projectos seleccionados neste concurso, reunindo diversas abordagens para trabalhar com a natureza e as comunidades rumo a uma nova linguagem arquitectónica e revelando algumas das ideias mais progressistas das escolas de arquitectura de hoje.

 

Sobre os Prémios

Prémio Début

Nesta edição, a Trienal de Lisboa recebeu 95 candidaturas de 38 países: Portugal (22), Espanha (10), México (5), Argentina (4), Brazil (4), Itália (4), Reino Unido (4), Países Baixos (3), Rússia (3), Estados Unidos (3), Chile (2), França (2), Irlanda (2), Lituânia (2) e Suíça(2); tendo ainda recebido uma candidatura de cada um dos seguintes países: Áustria, Bahrain, Bulgária, Congo, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estónia, Finlândia, Geórgia, Grécia, Hungria, Índia, Japão, Jordânia, Kuwait, Latvia, Nigéria, Paraguai, Polónia, Singapura, Tailândia, e Venezuela.

Foram 10 ateliers finalistas:
Atelier Tiago Antero (ATA), Portugal; Atelier Tropical – Valerie Mavoungou, Congo; Ben-Avid, Argentina; messina/rivas architecture office, Brasil; Nana Zaalishvili, Georgia; Rohan Chavan, Índia; Savinova Valeria, Rússia; Spatial Anatomy, Singapura; vão, Brasil e Vertebral, México.

Júri Prémios Début e Carreira:
Cristina Veríssimo; Diogo Burnay; N’Goné Fall; Yael Reisner; Zhang Ke

Concurso Universidades

De âmbito internacional, o Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp convoca instituições académicas a participar directamente na reflexão da Trienal 2022 em duas categorias: mestrado e investigação.

Categoria Mestrado
7 propostas finalistas provenientes de 5 escolas:

Harvard University, Graduate School of Design (GSD), Department of Landscape Architecture

Bergen School of Architecture (BAS)

University of Virginia School of Architecture

ENSA-Versailles Université Paris-Saclay, École nationale supérieure d’architecture de Versailles

City College of New York (CUNY), Spitzer School of Architecture

Categoria Investigação
2 propostas finalistas provenientes de 2 escolas:

Université Gustave Eiffel, École d’architecture de la ville et des territoires Paris-Est (EAVT)

The Royal Danish Academy, Institute of Architecture and Technology, Center for Industrialised Architecture (CINARK)

Júri:
Ilka Ruby, Cristina Veríssimo, Diogo Burnay, Anastassia Smirnova, Loreta Castro Reguera, Pedro Ignacio Alonso, Vyjayanthi Rao e Tau Tavengwa

 

© DR

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