Colectivo FORA vence concurso para a Praça Central de Plovdiv na Bulgária

Categorias: Arquitetura

O projeto do colectivo FORA dos arquitetos portugueses João Fagulha, Raquel Oliveira e João Ruivo foi a proposta vencedora, entre os três finalistas, para a renovação da praça Central de Plovdiv, na Bulgária.

No concurso organizado pela One Architecture Week, o projeto do colectivo FORA, foi escolhido entre 125 propostas, oriundas de 41 países.

Uma das grandes proezas do sistema Romano foi o seu sentido prático: debaixo do coliseu de Roma, um enorme aparato cénico alimentava o público com uma variedade de eventos, de animais selvagens a árvores, barcos e quadrigas de cavalos, era possível experimentar desde uma guerra no deserto até batalhas navais…

 

DILEMA

No confronto entre usufruto e contemplação, o centro de Plovdiv foi perdendo gradualmente a unidade urbana característica da sua fundação.

Como reconciliar a terrífica beleza da ruína nua com a necessidade de espaço público para a cidade?

Será possível combinar ambas, permitindo a continuidade da pesquisa arqueológica sob a superfície da cidade em funcionamento?

 

O PALCO

A nova praça irá actuar como um aparato de descoberta contínua, uma superfície maleável e transformável para acomodar diferentes eventos urbanos. Uma plataforma operável no coração da praça pode ser activada para cobrir um espectro de ambientes urbanos de diferentes escalas, entre a intimidade de pequenas bolsas e a grande praça monumental.

A nova superfície de madeira que protege o Fórum antigo cobrirá progressivamente o território da intervenção, assinalando áreas de interesse arqueológico e revelando a tensão entre a superfície da cidade e o submundo da ruína.

O manto diáfano da praça ambiciona transformar a exploração arqueológica num espetáculo permanente, permitindo que as escavações progridam debaixo da cidade sem causar interrupções.

 

O SUBMUNDO

Uma vez que o esplendor do Fórum de Philippopolis só poderá ser observado quando totalmente descoberto, propomos escavar o máximo de superfície possível de ruínas dentro dos limites da intervenção: o novo museu arqueológico vai cobrir a extensão total da praça, com um tratamento paisagístico idêntico ao Fórum em Roma, diluindo a fronteira com o jardim a poente, e emergindo pontualmente através das inúmeras passagens subterrâneas.

A cave renovada do edifício dos Correios funcionará como núcleo do novo espaço museológico, alojando o centro de informações, serviços do museu e exposições temporárias. A estrutura descarnada de betão formará parte integrante do complexo arqueológico.

 

Biografia da equipa

FORA é um colectivo de arquitectura fundado em Atenas em 2009 por João Fagulha, Raquel Oliveira e João Ruivo. O escritório funciona em permanente colaboração com outros profissionais de diferentes nacionalidades, na elaboração de projectos de arquitectura e urbanismo no contexto europeu.

O trabalho tem como tema de investigação permanente a relação entre o domínio público e o privado, explorando o papel da arquitectura como a derradeira ferramenta social.

O escritório foi premiado em diversos concursos internacionais, entre os quais se destacam o 1º lugar nos concursos “Upto35”, para a construção de uma residência de estudantes no centro de Atenas, e “Qualidade e Inovação em Espaços Escolares” para o projecto de uma escola secundária em Mem Martins; 2º lugar nos concursos “Europan 10” em Lisboa e “Plateia Teatrou” em Atenas, ambos projectos à escala urbana, e foi um dos finalistas do concurso ‘Nordic Built Challenge’, em Ellebo na Dinamarca. O escritório participou em várias exposições destacando-se a Bienal de Veneza de 2012.

 

João Moura Fagulha, nascido em 1980, licenciado em 2006 pelo Instituto Superior Técnico, tendo estudado um ano na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estabeleceu actividade própria em 2007 em Lisboa, colaborando com outros profissionais em diversos projectos e concursos.

 

Raquel Maria Oliveira, nascida no Porto em 1981, licenciou-se em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em 2006. Durante este período realizou um ano de estudos na Universidade Técnica de Delft. Iniciou actividade profissional em Roterdão entre 2005-2008 nos estúdios West8 e DP6 Architectuurstudio. Em Madrid, trabalhou no estúdio Ezquiaga Arquitectura, Sociedad y Territorio.

 

João Prates Ruivo, nascido em Lisboa em 1980, licenciou-se em arquitectura pelo Instituto Superior Técnico em 2004, onde foi aluno do Prof. Manuel Vicente. Estudou um ano na Universidade Técnica de Eindhoven. Iniciou actividade profissional em Roterdão entre 2005- 2008, onde colaborou com Theo Deutinger (TD*) e no Office for Metropolitan Architecture. Estabeleceu actividade em Atenas em 2009.

 

www.for-a.eu/

 

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