Corpo Atelier é um dos melhores Jovens Escritórios de Arquitetura de 2020 elegidos pelo ArchDaily

Categorias: Arquitetura

O ArchDaily elege os melhores Jovens Escritórios de Arquitetura de 2020 e o atelier português Corpo Atelier está entre os finalistas.

O ArchDaily tem o orgulho de anunciar a seleção de Jovens Escritórios 2020. Esta primeira edição destaca escritórios e profissionais emergentes que mostram abordagens, propostas e soluções inovadoras para alguns dos maiores desafios da atualidade. Da crise climática a questões de raça e gênero; da evolução tecnológica à coesão social – estes desafios estão alterando o curso da arquitetura, posicionando a disciplina no contexto de uma nova socidade e economia.

Escolhidos dentre mais de 350 inscritos de 72 países e 215 cidades de todas as regiões do globo, os escritórios e profissionais selecionados refletem as mudanças pelas quais a arquitetura tem passado nos últimos vinte anos, com o surgimento e consolidação de novas tecnologias, ferramentas, formatos, tópicos, escalas e abordagens interdisciplinares.

O surgimento da Internet levou a uma descentralização disruptiva da produção e discussão da arquitetura. Além disso, criou novas linguagens para transmitir nossas ideias por meio de imagens, ensaios fotográficos, textos críticos, ferramentas de visualização, plataformas multimídia e redes sociais. Ao solicitar o link para um site, uma conta no Instagram e uma declaração acompanhada de um portfólio, o júri pôde entender como esses jovens profissionais estão transmitindo sua mensagem através de diferentes meios de comunicação.

No entanto, mesmo que alguns escritórios possam ter um corpo de trabalho muito interessante e coeso, a declaração que acompanha o portfólio ajudou o júri entender o que representam e para o que estão trabalhando. Este breve texto, então, se relaciona com qualquer escala, contexto, exploração, investigação ou projeto construído. Não o contrário.

Embora enfrentemos desafios globais que exigem esforços também globais, os escritórios selecionados compreendem a magnitude de suas intervenções: questões comuns, desafios complexos, abordagens diversas. Da China ao Líbano, dos Estados Unidos ao Brasil, temos orgulho da diversidade entre os selecionados. No entanto, um dos nossos grandes desafios para a próxima edição é despertar ainda mais o interesse de profissionais da África.

Como um sinal daquilo que o século espera da arquitetura e do design, incluímos entre os selecionados uma startup liderada por arquitetos. As firmas escolhidas nesta primeira edição mostram uma ampla gama de modos de fazer, entendendo a arquitetura como uma caixa de ferramentas e uma metodologia – e não apenas um trabalho. Para a edição de 2021, no entanto, esperamos receber mais inscrições de profissionais engajados na teoria, crítica, mídias e tecnologia.

Conheça a seguir os Jovens Escritórios de 2020 em ordem alfabética:

Ad Urbis Arquitectos | Cuba

Equipe: Kiovet Sánchez Álvarez, Samuel Puente Fernández, Celia García Acosta, Carmen Díaz Acosta

Ter a oportunidade de inserir a arquitetura contemporânea em um contexto de alto valor patrimonial como o de Havana exige um estudo detalhado da regulamentação urbana para poder encontrar o que são esses pequenos interstícios onde podemos desenvolver projetos de arquitetura, considerando que a prática independente da arquitetura não é autorizada. A partir de um exercício de arqueologia do conhecimento, Ad Urbis constrói um conjunto de ferramentas que permite enfrentar diferentes desafios, contextualizando as ad-erências, ad-equações, ad-junções e ad-jacências, como pilares conceituais para requalificar e ressignificar a cidade. Entendemos que reciclar edifícios antigos é inovação e nossas propostas são baseadas em critérios circulares de recursos econômicos, humanos e materiais, gerando oportunidades para nossa comunidade de empreendedores.

Atelier Mozh | China

Equipe: Keigo Mori, Jie Zhang, Jingru Xu, Zhuo Chen

Trabalhamos em escalas variadas, do projeto de mobiliário e pequenas casas de chá até hotéis com mais de 4.000 m2. Quando cruzamos as diferentes escalas, temos em mente a coexistência “do caráter de toda a imagem da arquitetura” e “a rica experiência que uma única parte proporciona”. Em muitos casos, eles estão desconectados. Por exemplo, as fotos externas são muito bonitas, mas quando você entra, tem uma experiência ruim. Estamos tentando de todas as maneiras possíveis superar este problema. Por exemplo, projetamos a entrada de um parque e duas pontes no distrito de Jinshan, em Xangai. Nesse projeto, todo o edifício foi pensado como uma estrutura “tricotada” de malha de aço Corten. Todos os elementos são estruturais. Desta forma, você pode experimentar a existência poderosa e delicada do edifício. O todo e sua parte, em outras palavras. O primeiro é a atitude do edifício em relação ao ambiente; o último é a consideração pelas pessoas que vivenciam o espaço. Queremos criar uma arquitetura que tenha uma relação adequada entre o todo e sua parte.

Azócar Catrón | Chile

Equipe: Ricardo Azócar, Carolina Catrón

Azócar Catrón opera em locais de valor natural em áreas urbanas, que apesar de sua localização são invisíveis ou desvalorizadas pela comunidade. Acreditamos que a falta de espaço público não se traduz na falta de “espaços livres”, mas sim na falta de configuração dos vazios aprisionados na área urbana. Por isso, paisagens como morros, pântanos ou lagoas ficam à mercê do mercado, ou perto de grupos vulneráveis ​​que veem aí uma oportunidade de se estabelecer apesar dos riscos que isso acarreta. Por um lado, estes espaços de elevado valor natural são espaços públicos inerentes com potencial para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes; e, por outro lado, os moradores dessas localidades têm organizado grupos que podem acessar recursos públicos em benefício de seu meio ambiente. Nosso trabalho articula essas duas condições, promovendo a criação de novos espaços públicos por meio de intervenções específicas e limitadas, alinhando diferentes atores sociais com o objetivo de socializar a paisagem.

Carl Gerges Architects | Líbano

Ao observarmos como podemos viver no futuro, é importante que nossas soluções como arquitetos e designers respondam à nossa cultura, contexto e herança. A pandemia mundial e os múltiplos bloqueios nos lembraram da importância de ter uma casa bem equipada e agradável e também nos aproximaram da natureza. A desvalorização de nossa moeda no Líbano nos fez perceber que não desenvolvemos o mercado para os recursos disponíveis localmente. Em vez disso, confiamos principalmente em materiais de construção importados que foram usados ​​sem consideração pelo contexto ou tradição arquitetônica, e que agora se tornaram extremamente caros e inacessíveis. Finalmente, a explosão massiva em Beirute prejudicou ainda mais o antigo tecido da cidade, deixando-o à mercê das incorporadores imobiliárias. O caminho para o futuro passa pela adoção de uma nova abordagem do design e da arquitetura, uma forma de trabalhar numa escala mais humana, em que cada projeto vise considerar e preservar os seus aspectos sociais, ambientais e históricos particulares. O novo mundo não precisa de novos edifícios, mas de desenvolvimentos que verdadeiramente sustentáveis.

CAUKIN Studio | Reino Unido

Equipe: Joshua Peasley, Samantha Litherland, Harry Thorpe, Cassie Li, Harrison Marshall

CAUKIN Studio é uma empresa socialmente engajada que acredita que todo ser humano deve ter a oportunidade e as ferramentas para moldar os espaços onde habita. Todos devemos nos beneficiar da qualidade de vida obtida por meio de projetos bem informados, e a construção deve reduzir seu impacto ambiental em nosso planeta. Desde a sua criação, CAUKIN trabalhou em mais de 25 projetos de design e construção em todo o mundo, educando mais de 500 participantes internacionais e moradores locais através do processo projetual. Nossos processos agregam valor aos projetos e possibilitam uma construção econômica de grande impacto. Edifícios bem projetados, construídos com integridade e com impacto duradouro não precisam ser caros. Avaliar constantemente o impacto de nosso trabalho nas comunidades é muito importante para nossa visão de educação democrática, design de qualidade e acessibilidade para todos.

Corpo Atelier | Portugal

Equipe: Filipe Paixão, Laura Correia, Laura Bação

Corpo é um ateliê de arquitetura e arte voltado para a exploração e expansão da anatomia arquitetônica. Sua atuação se baseia na tradição do desenho e redesenho feito à mão. A arquitetura é baseada tanto no pensamento conceitual quanto na realidade concreta. Nessa lógica, toda representação convincente de uma possível composição arquitetônica, independentemente do meio de representação selecionado, deve ser informada e incluir ambos os aspectos, justapondo-os em uma narrativa única, complementar e expressiva. Se aceitamos a premissa desta lógica, um desenho ou esboço arquitetônico começa necessariamente com a seleção de um fragmento fotográfico que contém em si informações críticas sobre um determinado local ou material, manipulado e colado em um pedaço de papel, ao qual, após cuidadosa contemplação, reagimos por meio de uma série de marcas adicionais. O processo repete então momentos de contemplação e (re)ação, ou seja, busca e descoberta, até que algo bom, verdadeiro ou belo possa ser encontrado.

Form Found Design (FFD) | EUA

Equipe: Joseph Sarafian, Ron Culver, Steve Fuchs

FFD opera na interseção entre tecnologia e natureza. Nosso trabalho preenche essa lacuna, explorando avanços em robótica, ciência de materiais e fluxos de trabalho de projeto. A FFD desenvolveu um molde reconfigurável roboticamente para fundição de concreto no qual robôs industriais esticam mangas de tecido em várias posições para fundir Concreto de Ultra-Alto Desempenho. Nosso Pavilhão MARS para a Amazon foi o primeiro pavilhão de concreto moldado por robôs na Califórnia e uma evidência a favor da tecnologia. Estamos atualmente fazendo parceria com uma organização sem fins lucrativos para construir moradias humanitárias em comunidades rurais empobrecidas da Armênia. Com mais de 4.000 famílias ainda morando em favelas após o terremoto de 1988, a demanda por moradias atingiu níveis desesperadores, e a guerra de Nagorno-Karabakh em 2020 apenas agravou essa necessidade. Isso criou uma crise de refugiados com cerca de 90.000 armênios atualmente deslocados. Usando a máquina FrameCAD, uma casa pode ser construída em aço leve em menos de um dia. Esta máquina não só permite a geração rápida de desenhos, como também uma produção rápida no canteiro de obras.

Mínimo Común Arquitectura | Paraguai

Equipe: Solanito Benítez, Verónica Villate, Sergei Jermolieff

Longe de criar um conhecimento seletivo, o Mínimo Común Arquitectura vagueia em busca de novas abordagens voltadas ao maior número possível de pessoas. Construir com materiais e mão de obra local é, para nós, uma oportunidade: vemos infinitas possibilidades intimamente ligadas à matéria e à natureza material da arquitetura. Com base em experimentações, superamos o receio e assumimos nossos medos como algo belo, onde errar deve fazer parte do cotidiano. Devemos abraçar a experimentação para produzir novas ideias que nos permitam construir sociedades mais justas. A partir da prática, questionamos o papel da arquitetura em seus diversos aspectos – econômicos, ambientais, sociais – e com o passar do tempo, construímos nossas respostas em pedra, metal, tijolo e terra em um processo de crescimento constante para oferecer novas ideias replicáveis ​​e expansíveis a todos os setores da população.

MoKim | Coreia do Sul e Japão

Equipe: Hyunsoo Kim, Seongbeom Mo

MoKim é um estúdio de design com sede em Seul eTóquio que trabalha com arquitetura, arte e urbanismo, buscando ideias para questões arquitetônicas e urbanas contemporâneas. Concebemos a arquitetura como um meio que nos conecta à comunidade, explora o engajamento social e melhora os espaços onde a vida acontece. Trabalhamos de forma altamente colaborativa com clientes, comunidades e especialistas desde o início do processo de design. Nossas abordagens interdisciplinares permitem-nos obter os melhores resultados nas nossas cidades e paisagens, almejando sempre um futuro melhor.

New Office Works (NOW) | Hong Kong

Equipe: Evelyn Ting, Paul Tse

New Office Works desenvolve projetos que se baseiam nos valores acumulados no passado ao mesmo tempo que satisfaz as necessidades e desejos do “agora”. De edifícios e interiores a instalações de arte e mobiliário, cada projeto envolve a exploração de detalhes e materiais. O processo de projeto é uma busca rigorosa por resultados surpreendentes por meio da criação e confecção prática de modelos e protótipos, e estudos cuidadosos de texturas e acabamentos. NOW recebeu o primeiro prêmio no concurso inaugural para Jovens Arquitetos e Designers de Hong Kong, e os projetos recentes incluem o Pavilhão West Kowloon, o Centro de Design de Hong Kong e um pavilhão comercial para o Grupo DFS no Vietnã.

Noelia Monteiro | Brasil

Mais da metade da população mundial vive em centros urbanos e o movimento migratório de áreas rurais para assentamentos urbanos precários e densamente povoados é constante —muitos localizados em áreas de risco de deslizamentos e inundações. Nesse contexto o foco de minha prática profissional e pesquisa acadêmica centra no desenvolvimento de projetos arquitetônicos socioambientais em áreas rurais para fortalecer as oportunidades na economia local e a geração de renda. Assim como o entendimento e fortalecimento dos sistemas urbanos de povoados de pequeno e médio porte no estudo de território e geografia. Esse estudo e prática permeia as diferentes escalas de arquitetura e urbanismo com o objetivo de criar estruturas resilientes e modos de habitar conciliatórios com o meio ambiente no qual se inserem. O estudo de soluções construtivas foca em lugares remotos e de difícil acesso, em condições naturais por vezes adversas e de vulnerabilidade social, baseada em ações e investigações propositivas que espelham e mobilizam a realidade local, gerando insumos para políticas públicas desde uma perspectiva decolonial.

ODDO Architects | Vietnã

Equipe: Mai Lan Chi Obtulovicova, Nguyen Duc Trung, Marek Obtulovic, Marek Obtulovic, Nguyen Duc Trung, Nguyen Viet Anh

O objetivo de nosso trabalho é melhorar o ambiente onde vivemos e enfatizar a formação cultural nos projetos. Nosso foco principal é a sustentabilidade, implementação de hortas nas cidades e projetos comunitários com espírito local. Buscamos estabelecer vínculos entre pessoas e a natureza, independente da escala do projeto. Com a mídia global de hoje, há muito mais chance de difundir projetos positivos menos prejudiciais ao nosso meio ambiente, respondendo a muitos problemas gerados pela rápida urbanização e crescimento da população. Em geral, os arquitetos têm uma abordagem urbana – pois somos treinados nas cidades –, mas nossos projetos buscam impactar em um contexto muito mais amplo do que apenas a própria cidade: nosso trabalho é entender o clima e meio ambiente locais antes de propor qualquer gesto arquitetônico.

Office Off Course | China

Equipe: Zhe Huang, Li Huang, Yao Zhang, Jieying Yu, Sunhui Ye, Shengfan Zhu, Yifan Wang, Lilin Bao, Jiaxi Du, Suyue Zhang, Renxiang Li, Haodong Yu, Shuqing Zhan

Os arquitetos costumam citar a frase “solução de problemas”, mas, em muitos casos, os problemas não existem realmente no local, mas são moldados por observações e experiências subjetivas – valores e objetivos diferentes levariam a problemas distintos. Dois temas principais impulsionam nossa prática: primeiro, a natureza, que é um motivo clássico em toda a história da arquitetura. Em muitos projetos, buscamos diluir as fronteiras entre o interior e o exterior, introduzindo interações com a natureza na arquitetura. Outro foco é como lidar com a história. Pretendemos fazer a ponte entre a história e a vida contemporânea: o sítio histórico, ao ser transformado em espaço público, torna-se um fragmento da história inserido na vida presente. Walter Benjamin sugere que, se considerarmos a arquitetura como uma espécie de conhecimento, sua grandeza reside na possibilidade de materializar a história mundial. Este tipo de conhecimento aparece na forma material, mas não existe apenas na materialidade, e tentamos fazer com que nosso trabalho faça parte dele.

Salon Alper Derinbogaz | Turquia

Equipe: Alper Derinbogaz, Egemen Onur Kaya, Pinar Komurcu, Emmy Bacharach, Ekin Cem Tumbek, Rana Irmak Aksoy, Enise Burcu Derinbogaz, Izel Besikci, Ezgi Isik, Bilge Zeyrek

Salon é um escritório de arquitetura com foco em inovação tática e experimental em cidades por meio da arquitetura, arte, design de interiores e urbanismo. Ao explorar processos de pesquisa como o catalisadores para o envolvimento com o ambiente construído, especulamos sobre soluções críticas para a arquitetura. Acreditamos que a arquitetura deve criar empatia entre os humanos e a natureza – uma compreensão profunda do local, da ecologia e do contexto social são importantes em nosso trabalho. Acreditamos que a crise atual é uma oportunidade para repensar nossas cidades e buscar uma arquitetura melhor, para as gerações presentes e futuras. Através do trabalho de nossa equipe de paisagismo, projetamos espaços que possibilitam relações fluidas entre o interior e o exterior, integrando os edifícios às suas paisagens.

sauermartins | Brasil

Equipe: Cássio Sauer, Elisa T. Martins, Tomás Culleton, Antonio Cornely

A produção do escritório está associada a uma prática exploratória e investigativa que utiliza maquetes, desenhos, fotografias analógicas e a própria construção como ferramentas do processo de projeto. Nosso trabalho busca uma aproximação ao lugar e aos contextos culturais, sociais e econômicos, suas características e restrições —relacionadas muitas vezes ao território, aos materiais e mão de obra disponíveis— em um esforço para produzir arquiteturas que interajam positivamente com estes contextos. Os projetos investigam interações entre elementos industrializados e estratégias construtivas tradicionais, locais e experimentais, em um possível diálogo entre o artesanal e o industrial. A vinculação entre pesquisa e prática profissional procura compreender as aproximações entre arquitetura, memória, paisagem, cultura e identidade. Neste sentido, nos encontramos em uma permanente busca, através de nossos projetos, de entender o papel contemporâneo da disciplina.

studiolibani | Líbano

Equipe: Dima Rachid, Leah Moukarzel 

Nossas intervenções se dividem em três pilares principais – qualidade espacial, inclusão social e desempenho ecológico – e valorizam a noção de abertura e intercâmbio. Ao equilibrar ensino, pesquisa, escrita crítica, cartografia e prática projetual, buscamos impulsionar o agenciamento da arquitetura e do planejamento urbano na formação de ambientes ecologicamente sensíveis, voltados à escala humana, e que sejam resilientes aos desafios contemporâneos. O Líbano e a região de Mena enfrentam uma crise de escassez de água e falta de espaços públicos, exacerbada pelas mudanças climáticas, crescimento urbano desregulado e abordagens obsoletas de planejamento e infraestrutura. Nossas visões giram em torno da água e do clima, desafiam a ideia de um projeto para a seca e exploram possibilidades de aumentar a diversidade ecológica. Por meio de nossas propostas de espaços públicos, instalações e publicações críticas, defendemos a infraestrutura ecológica e contribuimos para impulsionar projetos e políticas.

Taller KEN | EUA

Equipe: Ines Guzman, Gregory Melitonov

Taller KEN (uma mescla transcultural da palavra espanhola “Taller” para “workshop” e a palavra inglesa “ken” que significa “conhecimento”) é uma prática baseada em Nova York e Guatemala focada em design lúdico com relevância social. A empresa adota a natureza colaborativa de fazer parcerias e conexões. Vemos como nossa responsabilidade como designers criar uma estrutura de participação, reunindo as pessoas através das divisões sociais em busca de um futuro mais justo. Incorporando uma infinidade de vozes diversas, nosso trabalho vai além de apenas elevar elementos projetuais para criar uma arquitetura com amplo apelo. O trabalho de Taller KEN é rico em detalhes e materiais, cuidadosamente calibrados para seus locais. A empresa MWBE geralmente trabalha em países em desenvolvimento e áreas urbanas definidas por um desequilíbrio de crescimento e desigualdades sociais. A realização de projetos neste contexto ajudou a prática a estabelecer sua abordagem de advocacy por meio da arquitetura, trabalhando na esfera pública por meio do envolvimento da comunidade. Para tanto, a empresa fundou em 2016 a organização sem fins lucrativos FUNdaMENTAL, que convida estudantes e jovens designers a participarem de um projeto anual de melhoria do espaço público auto-iniciado.

The Urban Conga | EUA

Equipe: Ryan Swanson, Maeghann Coleman, Martina Ciccia, Juan Esparza

Este estúdio de design multidisciplinar concentra-se em estimular a atividade da comunidade e a interação social por meio de jogos abertos. Conseguimos isso projetando, fabricando e instalando trabalhos inclusivos, memoráveis e específicos do local dentro do ambiente construído em todo o mundo. Como Platão disse certa vez: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de jogo do que em um ano de conversa”, e esses são os momentos exatos que nos esforçamos para criar e defender que todos os dados demográficos compartilhem por meio de nosso trabalho. Como um componente crítico do nosso estúdio, exploramos a ideia da existência de brincadeiras nos espaços cotidianos e incentivando as pessoas a pensar sobre esses espaços que poderiam se tornar PLAYces: como uma faixa de pedestres, banco de parque, luz de rua, fachada de prédio, ponto de ônibus ou apenas o espaço cotidiano. Acreditamos que o valor do jogo na criação de cidades e comunidades mais equitativas deve começar a ser um componente-chave nas discussões significativas em torno do desenvolvimento urbano e das mudanças nas cidades.

UMWELT | Chile

Equipe: Ignacio García Partarrieu, Arturo Scheidegger, Lucas Ormazábal, Alexa Napp

UMWELT é um escritório de pesquisa e prática em arquitetura e projeto territorial. Combinando trabalho construído e de pesquisa, fomos capazes de nos mover entre o pragmático e o especulativo, entendendo projetos como protótipos e ferramentas para vislumbrar cenários de possíveis futuros comuns, redefinindo conceitos e frameworks que não se sustentam mais por si próprios, tanto para entender como para repensar os fenômenos contemporâneos críticos que estão à nossa frente. Estamos interessados ​​em operar em diferentes escalas, da arquitetônica à territorial, evitando uma visão redutiva e idealizada da realidade baseada em antigas dualidades como o natural versus o artificial, o rural versus o urbano, ou o público versus o privado. Entendemos todo o nosso trabalho como um grande projeto que inclui não apenas edificações – permanentes ou efêmeras – mas também academia, produção editorial e participação em exposições e mídia. Acreditamos na necessidade de construir posições fortes em cada um dos casos, independentemente do seu programa, escala ou mesmo comissão: maximizando as oportunidades de influenciar e transformar a realidade, mesmo que de forma modesta e periférica.

Wallmakers | Índia

Equipe: Vinu Daniel, Archana Nambiar, Fawas Thengilan, Srivarshini JM, Oshin Varughese, Preksha Shah, Dhawal Dasari, Prateeka Bandiwadekar, Shri Viji Nachimuthu, Ayush.

Hoje, menos de trinta por cento da população mundial vive em edifícios feitos de terra, embora seja um material mais sustentável e durável; cuja culpa pode ser exclusivamente atribuída ao advento da industrialização e da demanda generalizada por casas de “cimento”. Nos dedicamos à causa de usar o barro e os resíduos como componentes principais, para fazer estruturas que sejam ao mesmo tempo utilitárias e atraentes. Como criadores de paredes, sempre acreditamos na fidelidade aos materiais em nossos desenhos. É uma arte usar as propriedades naturais dos materiais em nosso benefício, em vez de encobri-los e destruir sua aparência e qualidades naturais. Falando a linguagem do local e dos materiais, os edifícios são justos ​​para o fabricante, o usuário e o ambiente natural. O maior desafio é construir, sustentando tudo o que resta como materiais de construção no planeta terra e, se forem usados, usá-los de forma que as gerações futuras também possam ver a Terra tão boa ou melhor do que vemos hoje.

Menção Honrosa

Monograph | EUA

Equipe: Robert Yuen, Moe Amaya, Alex Dixon, Ailyn Mendoza, George Valdes, Dan Knisley, Mark Janzer, Eileen Li

Durante décadas, os arquitetos não usaram nada mais do que planilhas para supervisionar a construção de um edifício. Como arquitetos, os fundadores da Monograph estão empenhados em fornecer soluções operacionais de melhores práticas para gerenciar tempo e talento. Em vez de reunir várias ferramentas que tratam o gerenciamento de custos, recursos e projetos como atividades separadas, o objetivo do Monograph é ser um sistema de registro de construção que reúne tudo e todos em uma plataforma colaborativa integrada – pense na G Suite para o setor de AEC. Em última instância, Monograph oferece uma maneira mais simplificada, visual e eficaz de gerenciar projetos, colaborações e a saúde financeira das equipes que projetam e constroem o mundo ao nosso redor – colocando um fim ao uso desorganizado de planilhas para arquitetos. Até o momento, a Monograph já ajudou empresas a gerenciarem mais de US$ 250 milhões em projetos de todas as escalas.

O júri foi composto por Hana Abdel (curadora de projetos), Romullo Baratto(gerente editorial do ArchDaily Brasil), Santiago Baraya (editor do ArchDaily em Espanhol), Fabián Dejtiar (gerente editorial do ArchDaily em Espanhol), José Tomás Franco (editor da seção de materiais), Christele Harrouk (gerente editorial do ArchDaily internacional), Clara Ott (curadora de projetos), Han Shuang (editora do ArchDaily China) e Nicolás Valencia (gerente editorial e de dados).

Imagens © Corpo Atelier
Exposed Concrete
Concrete Stones on Concrete Balconies
A House, a Walnut Tree and a Terrace

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