Direção Regional de Cultura cria rede de museus de arte e arquitetura do Norte

Doze museus de arte e arquitetura contemporânea da região Norte integram um novo projeto da Direção Regional de Cultura, cujo concurso público para o desenvolvimento das atividades foi publicado esta semana em Diário da República.

Com um orçamento de 242 mil euros, o projeto ARQ-ART Norte (Rede de Arte e Arquitetura Contemporâneas no Norte de Portugal) consiste na criação, desenvolvimento, implementação e coordenação de um novo produto cultural regional, centrado na arquitetura e arte contemporânea na região Norte.

Em resposta a um pedido de esclarecimento da Lusa, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) esclareceu que se trata de uma iniciativa que “antecede a criação da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea e da qual faz parte, sendo já resultado da estratégia global do Ministério da Cultura para a Arte Contemporânea, e cujo desenvolvimento é feito em estreita articulação com a implementação da rede de âmbito nacional que está a ser preparada pelo Governo”.

O projeto ARQ-ART Norte, a executar até final de 2021, propõe o estabelecimento de uma rede temática de cooperação entre 12 museus de arte e arquitetura contemporâneas da região, numa iniciativa orientada para “a valorização da oferta no território, através de um plano integrado de divulgação e promoção turística conjunta, e da implementação de ações piloto, incluindo o desenvolvimento de itinerários temáticos e o cruzamento de serviços”.

“Trata-se efetivamente de definir um conjunto de instrumentos e competências estruturantes para a dinamização dos equipamentos relacionados com a arte e arquitetura contemporâneas em toda a região Norte, tendo como base alguns dos mais importantes e reconhecidos ativos culturais da região e do país”, sustenta a DRCN.

Neste sentido, acrescenta, o programa tem como meta “aumentar a atratividade cultural da região para visitantes e residentes, em especial das faixas etárias mais jovens”.

A rede integra a Casa da Arquitetura, a Casa do Design (Matosinhos), o Centro de Arte Graça Morais (Bragança), o Centro Internacional de Arte José Guimarães (Guimarães), a Fundação de Serralves (Porto), o Lugar do Desenho – Fundação Júlio Pomar (Gondomar), o Museu Amadeo Souza Cardoso (Amarante), o Museu da Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira), o Museu de Arte Contemporânea de Chaves – Nadir Afonso, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea (Santo Tirso), o Museu do Surrealismo – Fundação Cupertino Miranda (Vila Nova de Famalicão) e a Oliva Creative Factory (São João da Madeira).

Posicionar a região Norte enquanto importante centro de produção e exposição de arte e arquitetura contemporâneas, criar sinergias entre os diferentes espaços museológicos e de exposição capazes de multiplicar o seu impacto e a sua capacidade de atração de visitantes e valorizar a disseminação territorial dos espaços dedicados à arte e arquitetura contemporâneas, são objetivos deste novo produto.

Segundo a DRCN, pretende-se dinamizar o território com ações associadas à arte e arquitetura contemporâneas com impacto internacional, em matéria de projeção da imagem da região e de incremento dos seus fluxos turísticos, assim como o aumento da amplitude e da excelência da oferta turística e dos serviços prestados nos equipamentos que integram o programa, promovendo a acessibilidade a pessoas com deficiência ou incapacidade em itinerários de turismo acessível para todos, nomeadamente no plano comunicacional.

No anúncio de abertura do concurso publicado segunda-feira e hoje retificado em Diário da República, o valor do preço base do procedimento é de 196.950 euros, tendo as propostas de ser apresentadas nos próximos 40 dias.

 

© JN

Foto: Museu da Bienal de Cerveira . Arquivo / Global Imagens

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