Dois Projectos Portugueses Receberam Menções na Microhousing Ideas Competition

Categorias: Arquitetura

O Atelier A43 e o Arquitecto César Rouco Marques foram os portugueses premiados num concurso internacional de arquitectura em Denver, nos Estados Unidos.

 

Dois projectos portugueses receberam menções na Microhousing Ideas Competition, promovida pela Denver Architectural League. O Atelier A43, de Vila Nova de Gaia, recebeu uma menção honrosa e um prémio monetário. O Atelier do arquitecto César Rouco Marques, em Vila Nova da Cerveira, recebeu uma “Deserving Mention”.

 

 

O atelier de arquitectura de Mendes Pinheiro, arquitecto e professor na Universidade Lusíada do Porto, foi criado em 2002, mas com o aumento dos colaboradores mudou de nome. Em Janeiro de 2008 nasceu o atelier A43.

 

A experiência da A43 é grande, pois já desenvolveu projectos de arquitectura e design de vários tipos, tais como hotéis e edifícios públicos para fins culturais e educativos. A filosofia de vida da A43 é clara: “O nosso trabalho reflecte um compromisso com a sustentabilidade e acreditamos que a arquitectura e o seu design é uma das estratégias/ferramentas mais poderosas para o bem-estar de cada um e para um reforço de um avanço competitivo empresarial”.

 

A A43 encontra-se a estruturar a empresa, no âmbito de uma expansão internacional, que conta já com contactos em Londres e com projectos em vista para Portugal e possivelmente para o estrangeiro. Esta participação permitiu-lhes fazer investigação arquitectónica e ter visibilidade internacional graças ao prémio que conseguiram.

 

O arquitecto Mendes Pinheiro explicou a razão do projecto MicroHousing MacroPossibilities: “O projecto reflecte um novo entendimento acerca do habitar e no modo de viver em sociedade. Desenvolvemos uma sensação de continuidade em que se privilegie múltiplas emoções, integrando o sentido de vizinhança e proximidade, criando no interior do espaço de habitar uma multiplicidade de formas que privilegia a adaptabilidade a cada usuário, tendo sempre em atenção um conjunto de considerações ecológicas contribuindo para uma tranquila articulação com a natureza”.

 

A menção honrosa “representa a motivação para continuar neste processo de reestruturação”, confirmou Mendes Pinheiro. “Se não compreendermos o estado emocional do ser humano dentro de um edifício ele nunca terá significado”, comentou Mendes Pinheiro.

 

 

César Rouco Marques também destacado

O atelier de César Rouco Marques começou em 2008 em Vila Nova de Cerveira e conta neste momento com uma equipa de colaboradores que trabalharam no projecto TreeHouse Unit, que também recebeu uma menção no Concurso Internacional de Ideias de Denver, nos Estados-Unidos.

 

O atelier desenvolve projectos “nas áreas de concepção/construção e na vertente da reabilitação” em diversas cidades do país. Vão agora dedicar-se a criar módulos de ensaio do projecto com o qual concorreram ao concurso de Denver.

 

A participação em concursos de Arquitectura permite fazer investigação. Neste caso foi escolhido “pelo programa e temáticas (ecologia, sustentabilidade) inerentes, que ia no sentido de algumas investigações que desenvolvemos no atelier” disse César Rouco Marques.

 

O projecto TreeHouse Unit consiste num módulo habitacional com 35 metros quadrados em que foram introduzidas algumas ideias e alguns materiais eleitos pelo atelier, como a madeira e a cortiça. No que toca ao design “a ideia da árvore foi um acontecimento natural no desenvolvimento do projecto, surgiu pela procura de um edifício leve, com uma imagem natural e coerente com a ideia global do conjunto/organismo”, disse o arquitecto.

 

A “casa-árvore” tem “oito módulos que incluem espaços como quarto, sala, casa de banho e cozinha, de 16 metros de altura e foi idealizado para ser habitado por um casal”.

 

Esta recompensa veio trazer mais “motivação e mérito pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos” ao atelier de César Rouco Marques, que diz “por razões económicas do conhecimento geral não têm sido fáceis dada a escassez de oportunidades”.

 

O vencedor do primeiro prémio do concurso também tem um toque português. É um projecto mexicano (Micro Urban) que tem como colaborador João Pedro Teles Barbosa, ex-aluno da Universidade Lusíada do Porto.

 

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