DST leva arquitectura sustentável a shangai

Categorias: Arquitetura

A menos de um mês do início da Exposição Mundial de Shanghai, a maior de sempre desde 1865, a DST (Domingos da Silva Teixeira) prepara-se para apresentar ao mundo a “Torre Turística Transportável” (TTT), um projecto com tecnologia e desenvolvimento 100 por cento portugueses que chega hoje à China e vai funcionar como o segundo pavilhão de Portugal na EXPO 2010.

 

Integrada no tema da exposição – “Better City, Better Life” – a TTT foi concebida pelo arquitecto José Pequeno, com o apoio da DST e da Universidade do Minho, e assume-se como um projecto multifuncional de arquitectura sustentável que, privilegiando simultaneamente a evolução urbana, a modularidade, a integração ambiental e a mobilidade turística, coloca o País na linha da frente da inovação internacional no sector, garante a empresa.

Para além de poder ser visitado, este segundo pavilhão português em Shanghai será visualizável a partir de um ecrã instalado no pavilhão de Portugal (com ligação em directo ao seu interior) e estará ainda replicado à escala de 1/3 na “Urban Best Practices Area”, um espaço da exposição mundial reservado às melhores práticas no âmbito da arquitectura sustentável e das soluções urbanas.

 

«Vamos expor este projecto perante cerca de 70 milhões de pessoas, pelo que estamos bastante confiantes de que irão surgir novas oportunidades de negócio», frisa José Teixeira, CEO do grupo DST, que pretende iniciar a produção em série da TTT já em 2011.

 

As características inovadoras

Com nove metros de altura, três de largura e três de profundidade, a TTT possui três pisos na sua posição vertical. Funcionando como espaço autónomo, divide-se em cozinha e espaço de refeições; espaço de estar e escritório; quarto, varanda exterior e duas instalações sanitárias.

 

O projecto português é potencialmente auto-suficiente e, dado o reduzido impacto construtivo, vocaciona-se para o turismo de natureza, podendo ser incluído em cenários naturais onde não existam infra-estruturas, como é o caso de praias, florestas, vinhas ou campo.

 

Com um design minimal, a TTT combina iluminação natural e potencial energético, tendo sido estudada em detalhe para evitar dissonâncias com o ambiente, optimizar os processos de construção, reduzir os resíduos resultantes e diminuir os consumos energéticos do edifício.

 

Dada a especificidade do clima de Shangai, o exemplar da TTT que estará exposto não integrará o sistema construtivo Et3 Energetic Modular Technology, uma tecnologia também desenvolvida pelo arquitecto José Pequeno, no âmbito da mesma parceria com a DST e a Universidade do Minho.

 

Esta tecnologia, distinguida com o Prémio BES Inovação 2009 na categoria de energia, destina-se a ser utilizada essencialmente nos sectores da construção sustentável e da reabilitação.

 

fonte: ambiente online

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