Dupla Aires Mateus e a arquiteta Paula Nascimento participam na Bienal de Arquitetura de Veneza

Categorias: Arquitetura

A dupla de arquitetos portugueses Manuel e Francisco Aires Mateus e a arquiteta angolana Paula Nascimento vão participar na exposição coletiva da Bienal de Arquitetura de Veneza, que decorrerá entre 22 de maio e 21 de novembro deste ano.

Os arquitetos portugueses e a arquiteta e curadora angolana, uma das criadoras do projeto do Pavilhão de Angola da Bienal de Arte de Veneza 2013, vencedor do Leão de Ouro, estão entre os convidados pelo curador-geral do evento, Hashim Sarkis, para participar na exposição coletiva do certame.Além das 63 participações de pavilhões nacionais – em que Portugal se fará representar oficialmente pelo projeto “In Conflict”, criado pelo atelier depA, coletivo do Porto – a bienal organiza uma exposição coletiva com 114 participantes de 46 países, dividida em seis núcleos, com título próprio, dispersa por várias zonas de Veneza.
Na exposição “As New Households”, que ficará patente no Arsenale, estará um projeto do atelier Aires Mateus, de Lisboa, da dupla de arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus, que já marcou presença na exposição coletiva da bienal de 2016, “1010”, e em 2012, integrados no projeto “Lisbon Ground”, da representação oficial portuguesa desse ano.

O atelier Aires Mateus detém a autoria, entre outros projetos, do Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, em Tours, França, o Museu de Design e Arte Contemporânea, em Lausanne, na Suíça, cidade para a qual também venceram o concurso do Museu da Fotografia de Elysée.

São também autores de projetos como a Faculdade de Arquitetura, em Tournai, na Bélgica, a renovação do Colégio da Trindade, em Coimbra, edifício datado do século XVI, o Centro de Artes de Sines e o Centro de Convívio em Grândola, além de um conjunto residencial em Alcácer do Sal, aos quais se juntam uma residência na Herdade da Aroeira, Almada, o Santo Tirso Call Center, e um edifício na lagoa das Furnas, na ilha de S. Miguel, Açores.

Na exposição “Across Borders”, nos Giardini, Pavilhão Central, estará um projeto da arquiteta e curadora angolana Paula Nascimento, uma das autoras, com Stefano Pansera, do projeto do pavilhão nacional de Angola de 2013 – “Luanda, Cidade Enciclopédica” – baseado em fotografias do artista Edson Chagas. Foi o primeiro país africano a conquistar um Leão de Ouro numa Bienal de Arte de Veneza.

Nascimento tem desenvolvido trabalhos de curadoria em exposições em Angola, África do Sul, Itália e França, e, em 2019, foi convidada pela organização da ARCOlisboa a criar um projeto inédito de apresentação de galerias africanas.

Tem sido a curadora convidada da Catchupa Factory, em Cabo Verde, espaço de residências de fotógrafos de países africanos de expressão portuguesa, e foi uma das fundadoras do Coletivo Pés Descalços, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve projetos culturais e educacionais em Luanda, Angola.

Para esta exposição da Bienal de Arquitetura de Veneza também foram convidados, do Brasil, os ateliers Marko Brajovic, de São Paulo, composto por Marko Brajovic e Bruno Bezerra, e Acasa Gringo Cardia Design, do Rio de Janeiro, Gringo Cardia, num projeto conjunto com AIKAX, Takumã Kuikuro, do Amazonas, e com People`s Palace Projects, de Paul Heritage, de Londres, Reino Unido.

Na exposição “As Emerging Communities”, também no Arsenale, estará, proveniente da Praia, Cabo Verde, o atelier Storia Na Lugar, composto por Patti Anahory e Cesar Schofield Cardoso, e na exposição “As One Planet”, nos Giardini, Pavilhão Central, estarão os ateliers do Brasil, Mabe Bethônico, de Belo Horizonte, e Spbr arquitetos, de São Paulo.

As outras exposições intitulam-se “Among Diverse Beings”, ainda, no Arsenale, e “How will we play together?”, em Forte Marghera.

A Bienal de Arquitetura de Veneza abrirá portas a 22 de maio, com regras de segurança para conter a pandemia, e um programa expandido de exposições, publicações, encontros, espetáculos e transmissão da instalação dos pavilhões nacionais.

Apesar da situação difícil que a Itália enfrenta atualmente, em contexto pandémico, a organização decidiu avançar com a realização desta edição da bienal – a 17.ª Exposição Internacional de Arquitetura -, forçada ao adiamento de 2020 para este ano, e que deverá decorrer até ao próximo dia 21 de novembro.

Portugal vai ser representado oficialmente através de um projeto criado pelo atelier depA, coletivo do Porto, cujo programa será composto por um ciclo de debates a realizar entre Veneza, Lisboa e Porto, já iniciado, e uma exposição subordinada ao tema “In Conflict”, a apresentar no Palácio Giustinian Lolin, em Veneza.

O Brasil irá participar nesta bienal com o projeto intitulado “Utopias e vida comum”, com comissariado de José Olympio da Veiga Pereira (Fundação Bienal de São Paulo) e curadoria de Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecilia, Carlos Alberto Maciel, Henrique Penha e Paula Zasnicoff.

Aiano Bemfica, Cris Araújo, Edinho Vieira, Alexandre Delijaicov (Grupo de Pesquisa Metrópole Fluvial — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), Amir Admoni, Gustavo Minas, Joana França, Leonardo Finotti e Luiza Baldan completam a equipa do projeto expositivo do Brasil que ficará instalado nos Giardini, em Veneza.

© Lusa

Imagem © DR

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