Escultor Rui Chafes e arquiteto Nuno Brandão Costa vencem Prémios AICA 2021

O escultor Rui Chafes e arquiteto Nuno Brandão Costa foram distinguidos, por unanimidade, com os prémios da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), para artes visuais e arquitectura, relativos a 2021.

Na área das Artes Visuais o prémio foi atribuído a Rui Chafes, pela exposição individual “Nada Existe”, realizada na Galeria Filomena Soares, em Lisboa e na área da Arquitetura, a Nuno Brandão Costa, arquiteto e professor da FAUP, com o projeto do Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto.

Atribuídos em parceria com a Direção-Geral das Artes e a Fundação Millennium bcp, o Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021, no valor de 10 mil euros para cada modalidade, foi atribuído na sequência da apreciação de um júri independente, nomeado pela associação, composto por Luísa Soares de Oliveira (crítica de artes plásticas no PÚBLICO), Paulo Pires do Vale, Inês Lobo e Rui Mendes, e presidido por Catarina Rosendo.

Estes prémios têm reconhecido, desde 1981, com o apoio da área governativa da Cultura, artistas e arquitetos portugueses que, pelo seu trabalho e percurso pessoal, realizam uma contribuição de excelência para a cultura e para a arte.

No período de 2020 a 2022, a Direção-Geral das Artes apoia a atribuição destes prémios com um montante financeiro global de sessenta mil euros, contribuindo, assim, para fomentar a criação, produção e difusão das artes, através do reconhecimento de percursos e projetos de mérito dos artistas portugueses nas áreas das artes visuais e da arquitetura.

O júri do Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021 reuniu por videoconferência, composto por Luísa Soares de Oliveira, Paulo Pires do Vale, Inês Lobo e Rui Mendes, e presidido por Catarina Rosendo, o júri decidiu por unanimidade atribuir o Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021 de Artes Visuais a Rui Chafes, pela sua exposição individual «Nada Existe» realizada na Galeria Filomena Soares, em Lisboa, em 2021. Igualmente por unanimidade, o Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021 de Arquitectura foi atribuído a Nuno Brandão Costa, pela obra do Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto, cujos edifícios foram concluídos em 2021.

Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021 de Artes Visuais
A exposição realizada por Rui Chafes em 2021, «Nada Existe», dá continuidade a um trabalho de excelência iniciado no final da década de 1980. As obras apresentadas, produzidas entre 2020 e 2021, foram por si definidas como “fragmentos e negras flores de espuma nascidas neste nosso tempo de devastação”. No seu conjunto, a exposição demonstra a capacidade do artista de renovar a sua linguagem através da criação de peças que, sem abdicar das grandes linhas conceptuais que têm norteado o seu trabalho e recorrendo à tradição escultórica medieval e gótica, se ancoram em novos processos técnicos e radicam, em última análise, no diálogo estabelecido desde 2018 com a obra do escultor suíço Alberto Giacometti. As suas obras operam sobre os sentidos criados pelo diálogo entre a ausência e a presença, o peso da matéria e a leveza do ar, a forma fechada e o que ela encerra, através do ferro moldado, soldado, dominado pelo fogo, e pintado, por fim, de negro mate, sempre na busca de, como disse em 2007, “mostrar ou pressentir algo que não está aqui”.

Prémio AICA/MC/Millennium bcp 2021 de Arquitectura
Nuno Brandão Costa concluiu em 2021 a parte referente aos edifícios do Terminal Intermodal de Campanhã, cujo concurso público havia vencido em 2017, encontrando-se os espaços exteriores em fase de finalização. A obra confirma o percurso de excelência do autor e constitui um marco assinalável na arquitectura portuguesa actual, pelo modo como privilegia os novos sistemas de mobilidade urbana e a consequente regeneração de uma área da cidade afectada, desde o século XIX, pela construção da estrutura ferroviária ainda existente e em funcionamento. Trata-se de um dos mais relevantes projectos públicos em curso no Porto, articulando de forma exemplar infra-estrutura, topografia e espaço público numa cidade que vai de novo ao encontro do território para a introdução dos sistemas naturais no seu desenho.

Os Prémios serão entregues aos agraciados em cerimónia a realizar, em data que será oportunamente divulgada.

Fotografia:
Exposição individual «Nada Existe» (Lisboa) – Alcino Gonçalves // Terminal Intermodal de Campanhã (Porto) – Francisco Ascensão

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