Estudante da FAUP vence Prémio Archiprix Portugal 2022

Categorias: Arquitetura

O alumnus Giacomo Ciavattini, que concluiu o Mestrado Integrado em Arquitectura da FAUP em 2020.2021, venceu a edição 2022 do Prémio Archiprix Portugal, galardão que distingue anualmente os melhores projetos de mestrado em arquitectura, arquitectura paisagista e urbanismo apresentados nas instituições de ensino superior nacionais.

Com o títuloRural esquecido, uma oportunidade contemporânea. Transformação catalisadora para uma Quinta na Região de Marche, Itália, o trabalho de Giacomo Ciavattini, orientado pelas Professoras Filipa de Castro Guerreiro e Carla Garrido de Oliveira, reflete propositivamente sobre novas estratégias de intervenção sócio-económicas e paisagísticas sustentáveis em territórios de baixa densidade.

A dissertação, através do estudo de um caso específico, caracterizado por uma forte tradição agrícola em declínio, explora o “enorme potencial do património rural na coalescência do edificado difuso que, graças às novas tecnologias e consciência global, poderá encontrar uma oportunidade de renascimento, interceptando atividades económicas e produtivas localmente sustentáveis com a indústria do turismo”. As questões que o trabalho envolve refletem temáticas que têm vindo a ser objeto de estudo no contexto da FAUP, de que o projeto NEB goes South é exemplo.

Foi ainda atribuída à FAUP a Menção Especial Pensamento e Crítica ao trabalho ‘Fragmentos de cidade. Imagens de arquitetura, do espaço e da memória‘ da alumna Raquel Pelicano Teixeira Lagoa, orientada pelo Professor Pedro Leão Neto.

Entre as propostas submetidas pela FAUP, o trabalho ‘Lugar Comum: habitar (n)a cidade do Porto. Princípios de intervenção para uma área de habitação municipal‘ da alumna Mariana Antunes, orientado pelas Professoras Carla Garrido de Oliveira e Filipa de Castro Guerreiro, foi um dos 28 trabalhos finalistas, provenientes de diferentes instituições de ensino portuguesas.

O vencedor do Archiprix Portugal 2022 foi anunciado a 9 de julho de 2022 no Edifício dos Catraeiros, em Almada. Na mesma altura, foi inaugurada a exposição dos projetos finalistas.

O Júri para esta edição foi constituído pelos arquitectos Adelino Gonçalves, Pedro Frade, Pedro Gadanho, Raquel Batista Pereira, Carlos Correia Dias, Andreia Garcia e pela arquitecta paisagista Rute Afonso.

O Prémio Archiprix Portugal foi instituído em 2012 pela Fundação Archiprix (Roterdão) e Fundação Serra Henriques (Lisboa) envolvendo de forma plural e independente a Ordem dos Arquitectos, a Trienal de Arquitectura de Lisboa, a Casa da Arquitectura, Docomomo International, Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas, Associação dos Urbanistas Portugues, Arquitectos sem fronteiras, assim como o corpo docente das Instituições de Ensino de Arquitetura, Urbanismo e Arquitetura Paisagista portuguesas.

O Archiprix Portugal insere-se na Rede Internacional Archiprix, constituída pelas iniciativas congéneres Archiprix Holanda, Espanha, Turquia, Itália, Rússia, Chile e Europa Central (Bósnia Herzegovina, Áustria, Hungria, Croácia). Faz também parte da rede Archiprix o prémio de abrangência global – Archiprix Internacional.

 

Foto Giacomo Ciavattini © DR

Imagens Projeto © FAUP

 

Foto Grupo © Archiprix Portugal

Em cima, da esquerda para a direita, os premiados desta edição:

– Duarte Rosa da FAUL – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Do Pó ao Pó, orientado por Miguel Baptista-Bastos e co-orientado por Jorge Firmino Nunes;
– Rui Silvestre da Universidade de Évora – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Da viagem ao lugar, Termas vale dos cucos, orientado por Daniel Jimenez Ferrera;
– Ana Catarina Pinto Santos do ISCTE – MENÇÃO ESPECIAL URBANISMO – com o trabalho Da infraestrutura Limite à Infraestrutura ligação, orientado por João Ventura Trindade;
– Silvia Inês Santos da FAUL – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Refúgio Transitório, orientado por Margarida Louro;
– Pasqualino Grosso da Autónoma – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Habitar a Gruta, orientado por Diogo Castro Guimarães;
– Giacomo Ciavattini da FAUP – VENCEDOR – com o trabalho Countryside, Transformação catalisadora para uma quinta na região de Marche, Itália, com orientação de Filipa Castro Guerreiro e co-orientação de Carla Garrido de Oliveira;
– Barbara Costa Silva da Universidade de Coimbra – MENÇÃO ESPECIAL PAISAGEM – com o trabalho Sensores de Paisagem, orientado por João Paulo Cardielos;
– Cátia Cunha Baptista da Universidade de Coimbra – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Co-habitar no mundo pós-carbono e pós-pandemia, orientado por Nuno Grande;
– Leandro Arez do Técnico – MENÇÃO HONROSA – com o trabalho Elucidário de um método aberto, orientado por Paulo David Andrade e Daniela Arnaut;
– Raquel Pelicano Lagoa da FAUP – MENÇÃO ESPECIAL PENSAMENTO E CRÍTICA – com o trabalho Fragmentos de cidade, orientado por Pedro Leão Neto;
Em baixo, da esquerda para a direita:
Adelino Gonçalves, Carlos Correia Dias, Raquel Pereira, Rute Afonso, Andreia Garcia, Pedro Gadanho, excelentíssimos membros do Júri desta edição e Francisco Fonseca da comissão executiva.
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