Hub Criativo do Beato investe na sustentabilidade criando laboratório vivo

O Hub Criativo do Beato (HCB) Living Lab é um projeto que potencia o desenvolvimento de novas tecnologias e serviços para mitigar o impacto das alterações climáticas, promovendo também a sustentabilidade do ecossistema empresarial que está a crescer na zona oriental de Lisboa. Entre as principais medidas, estão a constituição de uma comunidade de energia, a criação de espaços para  agricultura urbana, sistemas de energia e iluminação inteligentes, a neutralidade nos transportes públicos, projetos de economia circular na cadeia alimentar do HCB, entre outras. A execução do projeto tem duração prevista de três anos, terminando em 2024.

 

Alinhada com a aposta na vertente de sustentabilidade ambiental do HCB, a Startup Lisboa, entidade responsável pela gestão do HCB, com a coordenação técnica da Lisboa E-Nova, e em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, viu aprovada a sua candidatura ao Programa “Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono”, com financiamento parcial dos EEA Grants(1), para a implementação de projetos piloto de laboratórios vivos de descarbonização e mitigação às alterações climáticas através do projeto HCB Living Lab, um projeto transversal a todo o espaço do novo Hub Criativo do Beato.

 

Os projetos a desenvolver neste living lab intervêm em quatro áreas prioritárias: Energia, Edifícios, Mobilidade e Economia Circular & Ambiente. Através de diferentes meios e atividades, o HCB LL vai apoiar a criação de um ecossistema de inovação, para a transformação urbana, através de uma série de ações promovidas em colaboração com parceiros, alguns deles residentes do HCB: Carris, Circular, DST Solar, Innovation Point, Mota-Engil Renewing, Praça, Prio-Bio, Schréder, The Browers Company e Watt IS.

 

Segundo o diretor executivo da Startup Lisboa, Miguel Fontes: “o objetivo é criar no Hub Criativo do Beato um laboratório vivo que permita testar, demonstrar, afirmar e promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras que contribuam para a melhoria da sustentabilidade ambiental do projeto, com vista a um aumento da resiliência e da capacidade de resposta às alterações climáticas, garantindo o envolvimento ativo dos cidadãos, empresas, autoridades públicas e universidades locais”.

 

Esta iniciativa vai fazer do HCB um espaço de demonstração em grande escala, um smart campus onde se espera que as ações, soluções e serviços implantados, demonstrem o potencial de replicação das abordagens na prática e num ambiente urbano real.

 

Apesar do momento que vivemos, marcado por uma situação de pandemia, o HCB manteve os trabalhos de reabilitação de infraestruturas e espaços exteriores. Para além do edifício da Factory que irá acolher o projeto da Mercedes-Benz.io, com previsão de abertura ainda este ano, já arrancaram também, este ano, as obras de reabilitação dos espaços que serão ocupados pela Praça.

 

(1) Mecanismo Financeiro plurianual, conhecido como EEA Grants, através do qual a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega apoiam financeiramente os Estados membros da União Europeia com maiores desvios da média europeia do PIB per capita, onde se inclui Portugal.

 

 

Sobre o Hub Criativo do Beato:

O Hub Criativo do Beato é o espaço que está a nascer na antiga Manutenção Militar (complexo fabril do Exército Português), e que vai acolher um dos maiores pólos de inovação e empreendedorismo da Europa. Serão 18 edifícios, distribuídos por cerca de 35 mil metros quadrados, de reconhecido valor industrial e arquitectónico, que estão a ser reconvertidos para receber um conjunto de entidades nacionais e internacionais nas áreas da tecnologia, inovação e indústrias criativas que posicionam Lisboa como uma cidade aberta, empreendedora e de referência mundial.

 

Sobre os EEA Grants:

Através do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (EEE), a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega são parceiros no mercado interno com os Estados-Membros da União Europeia. Como forma de promover um contínuo e equilibrado reforço das relações económicas e comerciais, as partes do Acordo do EEE estabeleceram um Mecanismo Financeiro plurianual, conhecido como EEA Grants. Os EEA Grants têm como objetivos reduzir as disparidades sociais e económicas na Europa e reforçar as relações bilaterais entre estes três países e os países beneficiários. Para o período 2014-2021, foi acordada uma contribuição total de 2,8 mil milhões de euros para 15 países beneficiários. Portugal beneficiará de uma verba de 102,7 milhões de euros. Saiba mais em eeagrants.gov.pt

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