João Oliveira e Rafael Ramalho vencem Concurso Desafios Urbanos’16

Categorias: Arquitetura

 

Foram apurados os vencedores do Concurso de Ideias DESAFIOS URBANOS’16 lançado em Outubro de 2016, pelo portal Espaço de Arquitectura com o patrocínio das entidades Alucobond, CS-Telhas, Love, Margres e Sá Castro e com o apoio institucional da Câmara Municipal de V. N. Famalicão.

 

O concurso para a revitalização da Fábrica Sampaio, Ferreira e Cia. Lda, em Riba D’Ave, Vila Nova de Famalicão, implantada numa área com cerca de 35.000 m2 pretendia encontrar soluções para a sua reabilitação e por outro lado, revitalizar o tecido urbano, a alteração do posicionamento estratégico da zona envolvente, com efeitos diretos no desenvolvimento das dinâmicas empresariais, comerciais e socioeconómicas do Vale do Ave.

 

O Júri do concurso, constituído pela Arquiteta Francisca Magalhães, Graça Correia e Prof. Álvaro Domingues, atribuiu o primeiro prémio, na categoria Arquiteto, a João Oliveira e Rafael Ramalho.

 

“A resposta dos arquitetos vencedores, ao desafio proposto, teve como tema principal de intervenção “Memória Aberta”.

 

A abordagem para revitalizar a Fábrica Sampaio Ferreira centrou-se na exposição da memória do lugar e a atividade industrial que desenvolveu a região. Numa primeira análise, ao invés de se conferir um uso específico para cada edifício abandonado, foram estabelecidos vínculos entre os edifícios existentes e a envolvente, bem como entre as diferentes escalas do conjunto urbano e os momentos de intervenção.

 

Desse modo, foi criada uma relação permeável com o meio envolvente e urbano através da definição de momentos de quebra ao longo do conjunto como elos de comunicação visual. Assim, os espaços livres criados constituem um importante elemento na representação de uma ideia para o conjunto, em que as construções e o vazio que as envolve se complementam.

 

Partindo de um princípio de disposição dos edifícios ao longo de um caminho interior que se resolve em praças e espaços verdes, a proposta assume um caráter público que a define.

A articulação dos espaços realiza-se através de elementos como rampas, passeios, espaços verdes e praças que devolvem a ideia de vale urbano, o caráter público, as dinâmicas sociais e a experiência urbana a uma área abandonada na sua temporalidade.

 

Memória Aberta é assim uma proposta criativa numa arquitetura industrial abandonada que se pretende como um lugar de caráter público onde seja possível conhecer a memória industrial ao mesmo tempo que se experiencia a essência natural do Vale do Ave.”, defendem os arquitetos João Oliveira e Rafael Ramalho

 

Filipe Madeira e Vânia Saraiva do atelier FMVS conquistaram o segundo lugar e o terceiro lugar foi atribuído ao arquiteto Marcelo Silva.

 

Dada a qualidade dos trabalhos recepcionados, o júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas ao atelier JGAC e também aos arquitetos João Sousa & Joana Silva.

 

Na categoria Estudante a vencedora foi Joana Francisco Tomaz da Faculdade de Arquitetura do Porto (FAUP),cuja proposta “pretende atender às premissas colocadas pelo desafio urbano, por outras palavras, pretende dar um novo caracter a Riba d’Ave, fortalecendo a sua relação com o complexo fabril e o rio Ave”, acrescentou Joana Tomaz.

 

Em segundo lugar ficou Rafael Monteiro, também aluno da Faculdade de Arquitetura do Porto (FAUP)

 

O Espaço de Arquitectura, entidade organizadora do concurso, revelou grande satisfação com o resultado da iniciativa, pela elevada qualidade das propostas, sentimento partilhado também pelos elementos do júri.

 

O resultado deste concurso revela irrefutavelmente o intelecto da classe dos arquitetos, enquanto atores fundamentais no desenvolvimento do tecido urbano, na procura de novas ideias e soluções para diferentes formas de ocupação do espaço”, acrescenta o Arquiteto Hélder Nascimento, diretor do portal EA, que se expressou motivado a repetir o desafio.

 

 

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