Maior edifício português em madeira com assinatura do atelier ARX

Categorias: arquitectura

A empresa portuguesa Carmo Wood, foi a responsável pela construção do ‘Redbridge School’, o mais alto edifício português construído maioritariamente em madeira.

 

“Localizado em Campo de Ourique, em Lisboa, e com assinatura do arquiteto Nunes Mateus, do atelier ARX, o edifício assenta essencialmente em peças de madeira lamelada colada (…), um produto altamente técnico, derivado da madeira, no qual na Carmo Wood é especialista, e que apresenta um elevado potencial e eficiência, quando comparado com outros materiais de construção”, adianta um comunicado da empresa.

Para a Carmo Wood “é uma honra poder colocar o seu ‘expertise’, reconhecido a nível nacional e internacional na execução de uma obra que será certamente um marco na construção em madeira em Portugal”, afirma Jorge Milne e Carmo, presidente da empresa.

 

Segundo o referido comunicado, “o edifício da ‘Redbridge School’ divide-se em duas caves, um piso térreo e três pisos elevados, que constituem o Edifício Principal, assentando este último e os pisos superiores numa estrutura maioritariamente de madeira, enquanto um conjunto de elementos de betão armado estrutura todos os acessos, estendendo-se também ao piso 0, todo ele constituído por uma laje de betão armado apoiado em elementos do mesmo material, que suportam as bandas maciças (vigas), que asseguram, por sua vez, a transição estrutural para a estrutura de madeira”.

 

A estrutura adotada, predominantemente em CLT, honra a visão arquitetónica do edifício e as condicionantes inerentes à sua construção, estando a sua exigente implementação entregue a uma equipa Carmo Wood composta, entre outros, por técnicos especializados em cálculo e otimização de elementos com base em CLT.

 

“Constituído por pequenas lamelas de madeira estrutural coladas perpendicularmente e formando painéis autoportantes, o CLT [‘cross laminated timber’] apresenta um irrepreensível comportamento sísmico, assim como elevada durabilidade e um preço competitivo. Adicionalmente, e quando comparado com materiais de construção convencionais como o aço ou o betão, o CLT apresenta maior leveza e facilidade de montagem, o que se traduz em tempos de construção reduzidos, apresentando-se assim como um material de enorme potencial, ainda muito pouco explorado na construção em Portugal”, explica Jorge Milne e Carmo.

 

A Carmo Wood afirma-se como líder de mercado em vários países e em vários segmentos, exportando para mais de 40 países com faturação agregada de cerca de 70 milhões e um crescimento anual na ordem dos 20%.

 

Com sede em Portugal, Lisboa, a Carmo dispõe de quatro unidades fabris, todas localizadas em território nacional – Pegões, Almeirim e Oliveira de Frades – que produzem para os mais de 40 países onde opera e que representarão cerca de 50% da sua faturação.

 

Em Espanha e em França, a Carmo tem empresas próprias com escritórios em Madrid, Algeciras (Espanha) e Bordéus (França).

 

O Grupo Carmo iniciou a sua atividade industrial em 1980, mas a ligação ao setor dos produtos químicos é anterior a 1955, ano em que é fundada a Anglo Portuguesa de Produtos Químicos, S. A., empresa pioneira no desenvolvimento do tratamento industrial de madeiras, quer em Portugal continental e ilhas, quer em países africanos de língua oficial portuguesa como fornecedores de produtos químicos e ‘know-how’.

 

A sua atividade industrial teve início com a produção de madeiras redondas, tratadas em autoclave, para agricultura, linhas de eletricidade e telecomunicação, mas depressa se alargou a produtos como parques infantis, mobiliário em madeira rústico e urbano e ainda ‘decks’ em madeira.

 

Mais recentemente, a engenharia com base nas estruturas de madeira lamelada colada e maciça permitiu ampliar a oferta da Carmo a casas para habitação, escritórios, grandes estruturas de cobertura, pontes e uma infindável oferta de soluções em madeira, conquistando diferentes prémios e distinções em todas estas áreas.

 

A Carmo Wood conta atualmente com cerca de 400 trabalhadores, diretos e indiretos.

 

© Jornal Económico . Nuno Miguel Silva

© Imagens ARX

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