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O Júri considerou que dos 29 trabalhos apresentados no concurso, e conforme o Relatório Final, a proposta vencedora, do concorrente Paulo David destaca-se “pela integração urbana e o modo original como os blocos habitacionais se organizam, expressa na topografia detalhada, revelando eficaz articulação com os elementos naturais envolventes. No geral, considerou que a proposta apresenta rigor e adaptação ao território”.
A proposta apresentada por Appleton e Domingos, Arquitectos e BFJ, Arquitectos, classificada em 2º lugar, destaca-se pela “ideia conceptual singular e a relação da proposta com o território, em particular a relação com os jardins do palácio, simultaneamente, considerou inovadora a solução formal e a relação dos espaços exteriores com a envolvente urbana.
Sobre a proposta classificada em 3º lugar, do concorrente Pablo Pita Arquitetos, o Júri valorizou “a amplitude da praça, privilegiando o espaço coletivo, demonstrando um evidente desejo de conexão com o bairro, na consolidação do território e garantindo uma boa integração nos sistemas urbanos envolventes”.
A proposta classificada em 4º lugar, do concorrente Machado Costa – Arquitectos Associados, foi valorizada pela “importância da relação dos espaços verdes com o lugar, o relevante papel ecológico da proposta bem como a ideia de dotar a cidade de um jardim que suplanta o limite da área de intervenção e confere continuidade e segurança ao bairro”.
No que respeita à proposta apresentada por Pedro Domingos Arquitectos Unipessoal, Lda, classificada em 5º lugar, o Júri “apreciou a consistência formal e linguística do conjunto, o respeito pelos conteúdos programáticos bem como a funcionalidade dos espaços habitacionais e a disposição dos compartimentos, face à exposição solar”.
A proposta classificada em 6º lugar, do concorrente Promontório Arquitectos Associados, Lda., foi valorizada pela” identidade própria do conjunto, a clara consistência formal e linguística da proposta, destacando a amplitude do jardim que proporciona uma nova zona de lazer e convívio para todo o bairro”.
Em 7º lugar ficou a proposta de André Rodrigues Marques Unipessoal, Lda, que foi valorizada pela “preocupação com integração do Palácio da Baldaya numa lógica de espaço verde que agrega o conjunto habitacional, a dimensão do espaço urbano, a amplitude da praça e a sustentabilidade dos espaços verdes pois revelam harmonia entre os edifícios habitacionais e o comércio, no embasamento dos edifícios”.
A proposta apresentada pelo Atelier 17, classificada em 8º lugar, foi valorizada pela “centralidade verde, as plataformas ajardinadas e as preocupações com a sustentabilidade, ao nível dos espaços verdes, bem como a coerência funcional das habitações”.
Os 29 trabalhos apresentados no âmbito do concurso público de conceção para a elaboração do projeto do conjunto habitacional Quinta da Baldaya em Lisboa, promovido pelo IHRU, com assessoria técnica da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitetos, foram apreciados pelo Júri resultando na seguinte ordenação:
1º classificado
Concorrente: Paulo David – Arquitecto, Lda
Coordenação: Paulo David Abreu Andrade
2º classificado
Concorrente: Appleton e Domingos, Arquitectos e BFJ, Arquitectos
Coordenação: Francisco José Louro Amaral Fouto Pólvora
3º classificado
Concorrente: Pablo Pita Arquitetos (Pablo Rebelo & Pedro Pereira Lda.)
Coordenação: Luís Pedro das Neves Pereira
4º classificado
Concorrente: Machado Costa – Arquitectos Associados
Coordenação: Pedro Miguel Machado da Costa
5º classificado
Concorrente: Pedro Domingos Arquitectos Unipessoal, Lda
Coordenação: Pedro Domingos
6º classificado
Concorrente: Promontório Arquitectos Associados, Lda.
Coordenação: João Luís Costa Santos Ferreira
7º classificado
Concorrente: André Rodrigues Marques Unipessoal, Lda
Coordenação: André Rodrigues Marques
8º classificado
Concorrente: Atelier 17
Coordenação: Sebastião Daun e Lorena de Matos Taquenho