Programa Bairros Saudáveis regista 774 candidaturas

Categorias: Arquitetura

A maioria das 774 candidaturas apresentadas ao abrigo do Programa Bairros Saudáveis foram submetidas na Área Metropolitana de Lisboa e na região Norte, divulgou, a equipa coordenadora, liderada por Helena Roseta.

Em conferência de imprensa, a equipa que coordena este programa, que surgiu no contexto da pandemia da Covid-19, deu conta que o concurso registou 774 candidaturas de projetos, contabilizando 30,4 milhões de euros, o triplo da dotação disponível (10 milhões).

Segundo uma cartografia divulgada, foi na região de Lisboa e Vale do Tejo que surgiram mais candidaturas (285), tendo sido a freguesia lisboeta de Marvila a registar mais pedidos (23).

Ainda nesta região destaque também para as 11 candidaturas solicitadas na União de Freguesias de Caparica e Trafaria, no concelho de Almada, e as 10 em Algueirão-Mem Martins, Sintra.

A região Norte foi a segunda a receber mais candidaturas a este programa, destacando-se o município de Matosinhos, que candidatou projetos nas freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora (13), Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo (12) e na de Matosinhos e Leça da Palmeira (11).

No Centro, que registou 152 candidaturas, o maior número de pedidos verificou-se na União de Freguesias da Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu (10), no concelho de Coimbra.

Na região do Alentejo, que recebeu um total de 63 candidaturas, destacam-se os projetos submetidos na União de Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras (11), no concelho de Évora.

No Algarve, que contabilizou 57 pedidos, a maioria das candidaturas foram feitas na União das Freguesias de Sé e São Pedro (13), no concelho de Faro, e em Portimão (10).

Programa superou expectativas

«Nós sabemos que a participação nesta altura com as pessoas todas confinadas não é fácil, mas este programa superou as nossas expectativas, tem sido muito participado. Vamos ver o que acontece», sublinhou Helena Roseta.

Por seu turno, a médica de saúde pública, Isabel Loureiro, que também integra a equipa, sublinhou que a pandemia da Covid-19 «acontece com maior incidência em zonas geográficas mais vulneráveis, onde também existe doenças como a tuberculose e obesidade, e onde existem habitações mais degradadas e desemprego».

«A saúde no nosso entendimento não é só a ausência de doença, mas também o bem- estar, a capacidade de resiliência, a coesão territorial e a qualidade de vida», sublinhou.

Em resultado do número de candidaturas apresentadas, o prazo de 30 dias para o júri avaliar as propostas, que tinha sido definido numa base de 200 a 300 candidaturas, vai ter de ser prorrogado.

Segundo a coordenadora, o prazo de execução de até final de 2021, se for preciso, também deve ser alargado, para garantir que o tempo de concretização dos projetos «não seja inferior aos 11 meses que estavam previstos».

Desenvolvidos nos eixos da saúde, social, económico, ambiental ou urbanístico, os projetos a candidatar podem ser pequenas intervenções (até 5.000 euros), serviços à comunidade (até 25.000) ou projetos integrados (até 50.000 euros), em que são todos avaliados e pontuados por um júri independente.

Os números do balanço global do concurso foram já comunicados à ministra da Saúde e ao primeiro-ministro, que «mostraram uma grande satisfação por se ter conseguido este resultado», disse Helena Roseta, lembrando que o trabalho foi feito em cinco meses, desde 2 de julho deste ano.

Consulte aqui o mapa interactivo das candidaturas apresentadas 

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