Ribeiro Telles viu hoje nascer o corredor verde que idealizou há 36 anos

Categorias: Arquitetura

O Corredor Verde de Monsanto, “uma estrutura ecológica” de Lisboa que inclui pontes ciclopedonais, jardins, um skate parque e aparelhos de exercício físico, foi hoje inaugurado na presença do arquitecto que o idealizou há 36 anos.

 

“Este corredor verde não é o jardim da Celeste, não está todo ‘pipi’. É uma estrutura ecológica da cidade”, afirmou hoje o vereador dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes.

 

A inauguração oficial de hoje serviu, de acordo com o vereador, para “homenagear o arquitecto Ribeiro Telles, que desde 1976 teve uma luta cívica para que este corredor existisse”.

 

O mentor do projecto espera que este sirva como “uma espécie de Bíblia, um livro do Evangelho”, e que “a população de Lisboa dê um exemplo ao país, criando uma estrutura ecológica da área metropolitana”.

 

“É uma obra colectiva de Lisboa, que a população já utiliza, e espero que se transforme numa política colectiva para todo o país”, afirmou Gonçalo Ribeiro Telles.

 

Para o arquitecto, o corredor verde é também “um voltar de face, por todos, para o futuro”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, lembrou que “ainda era miúdo” quando ouviu falar pela primeira vez no corredor verde e reconheceu que “João Soares [antigo presidente da autarquia] realizou parte importante deste percurso”.

 

“Mas faltava completar esta estrutura e tal não seria possível sem a persistência do vereador José Sá Fernandes”, afirmou.

 

António Costa assegurou que, na autarquia, todos estão “ansiosos para prosseguir este trabalho e realizar mais utopias”.

 

A ligação entre o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto tem, de acordo com informação disponibilizada à Lusa pelo pelouro dos Espaços Verdes, 2,5 quilómetros de extensão e ocupa um espaço de 51 hectares.

 

O corredor tem duas pontes ciclopedonais – uma, hoje inaugurada, com o nome de Gonçalo Ribeiro Telles -, vários jardins e parques, um parque hortícola, uma área “experimental de prado biodiverso de sequeiro”, searas, dois miradouros, três quiosques com esplanada, um parque juvenil, um skate parque e dois parques de manutenção física.

 

A autarquia investiu neste projecto cerca de cem mil euros, tendo a maior parte das verbas sido conseguidas através de parcerias com empresas, contrapartidas do jogo do Casino de Lisboa e fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

 

Na inauguração de hoje, a operadora de telecomunicações Vodafone, apresentou, em parceria com a autarquia, a primeira aplicação móvel para ‘smartphones’ e ‘tablets’ sobre o Parque Florestal de Monsanto.

 

De acordo com um responsável da empresa, através da aplicação é possível aceder a uma série de informações que permitem, entre outros, conhecer o parque, planear visitas, saber como chegar, que equipamentos há disponíveis ou que actividades vão acontecendo.

 

A aplicação pode ser descarregada a partir de hoje e é gratuita para todas as redes.

 

 

Fonte: Lusa/SOL

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