Siza Vieira distinguido no Japão pela União Internacional dos Arquitectos

Categorias: Arquitetura

O arquitecto Siza Vieira recebeu, em Tóquio, a medalha de ouro da União Internacional dos Arquitectos, um prémio que deixa o português honrado e orgulhoso.

«É um prémio com muito prestígio porque é da União Internacional dos Arquitectos», disse Siza Vieira numa conversa telefónica com a Agência Lusa a partir de Macau.

 

O arquitecto português acrescentou que o prémio «é uma grande satisfação», mas garante que nada vai mudar na sua vida ou na sua visão do mundo como profissional.

 

«Não vai alterar nada. Os prémios dão satisfação, são também uma maneira de nos conhecermos melhor», considerou o arquitecto que falava após uma recepção na residência da embaixada portuguesa em Tóquio, onde foi homenageado e onde estavam presentes arquitectos de todo o mundo.

 

Para Siza Vieira, que recebe o prémio durante o congresso da União Internacional dos Arquitectos, os encontros são uma boa oportunidade para «trocas de ideias».

 

«Mas não muda nada e eu vejo os prémios numa perspectiva de que podia ter sido eu a recebê-lo ou ter sido outro porque, tratando-se de uma coisa à escala mundial, há muitíssimos bons arquitectos e é uma conjugação de circunstâncias que leva a que seja para A ou para B desde que, evidentemente, sejam pessoas com qualidade», considerou.

 

O prémio da União Internacional dos Arquitectos é a mais alta distinção que um arquitecto pode receber dos seus pares, pois a União congrega Ordens dos Arquitectos de todo o mundo e os distinguidos são normalmente nomes cimeiros da arquitectura mundial.

 

Desde a década de 1980, quando foi instituído, o prémio tem sido atribuído de três em três anos, por ocasião dos Congressos Mundiais da União Internacional dos Arquitectos, e conta, entre os galardoados neste século, com nomes como o italiano Renzo Piano, em 2002, o japonês Tadao Ando, em 2005, e o mexicano Teodoro González de Leon, em 2008.

 

Numa nota da organização lê-se que o nome de Siza Vieira foi proposto pelo Royal Institute of British Architects (RIBA). A União fundamentou a escolha com o facto de a obra de Siza Vieira não poder ser classificada, pois cada uma é diferente, mas mesmo assim «reconhecível».

 

Por outro lado, a União considera que mesmo que a obra de Siza Vieira «não possa ser duplicada, nem tenha sucumbido a modas, constitui um modelo para as novas gerações de arquitectos».

 

Na Ásia, e com um a viagem de muitas horas de avião, Siza Vieira aproveita a deslocação para inaugurar, dentro de três dias, uma casa em Seul, projecto que desenhou para um cliente para quem fez o desenho de uma fábrica e que gostou da obra do português e lhe ‘encomendou’ o desenho de uma vivenda.

 

A entrega do prémio realizou-se na sessão de encerramento do Congresso, no Fórum Internacional de Tóquio.

 

 

Imagens:

Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela (1993)

Reitoria da Universidade de Alicante (1997)

Fundação Serralves (1999)

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