Web Summit recebe BIOS: A nova startup portuguesa que promete diminuir o CO2

Categorias: Arquitetura

A BIOS é uma nova startup portuguesa que está a desenvolver um conceito que alia os sistemas de gestão de energia de edifícios com a agricultura em ambiente controlado como uma tecnologia de baixo carbono. Com o intuito de promover o cultivo de plantas, utilizando fluxos de energia desperdiçados, que reduzam a pegada de CO2. O conceito traduz-se numa tecnologia de utilização e sequestração de dióxido de carbono que irá inclusive permitir, no futuro, a existência de edifícios de produção negativa de carbono.

Este conceito inovador está a ser financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian como forma de conseguir edifícios neutros em carbono. A sua validação científica está a ser realizada em parceria com o Instituto Superior Técnico, onde o fundador da BIOS, Michael Parkes está a fazer o seu doutoramento em sistemas sustentáveis de energia. “Quando vim para Portugal em 2016, depois de ter procurado o melhor lugar para trabalhar este projeto, encontrei no IST a melhor solução e apoio para o seu desenvolvimento. Sinto que foi Portugal a escolher-me nesta demanda de demonstrar que a energia e a comida podem ser utilizadas de forma diferente”, refere Michael.

“Estamos na fase ideal do projeto para começar a colher frutos de todo o trabalho realizado – nomeadamente junto de mais parceiros, devido às potencialidades deste novo conceito e tecnologia – e a Web Summit vai ser o local ideal para isso. Atualmente, contamos também com o apoio do MAZE (Laboratório de Investimento Social), fazendo parte do programa de aceleração de startups Maze-x, que tem permitido o sucesso de crescimento da nossa equipa, e da Universidade Nova de Lisboa, mas não queremos ficar por aqui”, conta Michael.

O local escolhido para a implementação do primeiro teste piloto, ainda em fase de preparação, é o novo campus da Universidade Nova de Lisboa, em Carcavelos. O projeto irá permitir diminuir a pegada de carbono do novo campus, aumentar a sua eficiência energética, contribuir para a sua responsabilidade social e sustentabilidade ambiental. Ainda como resultado do projeto, espera-se a criação de 100 a 200 saladas por dia compostas por vegetais de folhas verdes – como alface, rúcula e espinafres.

Sendo a BIOS uma empresa de desenvolvimento de tecnologia de baixo carbono que pretende recorrer a uma agricultura ambiental controlada, “é importante referir que o nosso plano de trabalho passa, também, por compreender o impacto ambiental e social deste modelo de serviço. Pretendemos oferecer uma solução integrada de construção, o que significa que o edifício pode produzir alimentos e biomassa como um bioproduto de eficiência energética e, assim, reduzir a pegada de carbono, sem nos distanciarmos dos nossos valores e missão enquanto green company”, afirma Michael.

Galeria
noticias RELACIONADOS
PUBLICIDADE

MOON

A única placa de comando em cerâmica.

Vulcano

O parceiro certo para um apoio total