Brighton 17

Brighton 17  – Nos meandros do Monte Estoril, entre edifícios, moradias apalaçadas, existe uma rua de pequenas casas que remete para uma vivência urbana num bairro típico dos arredores de Londres. Uma zona com uma vida particular, com comercio, serviços e cafés, que a dotam de um movimento muito próprio, único para os dias de hoje.

O edifício, o número 17 da referida rua, apresentava-se devoluto, desabitado, mas ainda com remanescências da vida que por ali passou, pequenos detalhes, pormenores que lhe conferiam um charme por polir. Inicialmente seria uma casa de família dividia em dois apartamentos, com uma escada comum. No piso térreo, do lado direito, uma garagem que tinha dado origem a um pequeno negócio familiar.

A proposta apresentada evoluiu enumeras vezes, desde a relação espacial, ao tipo de intervenção a realizar, se mais profunda ou mais pontual. Determinante foi igualmente na relação com a vizinhança, nomeadamente no logradouro a sul, o qual não poderia ter vistas directas.

A unificação de todas as áreas foi o caminho tomado, e a partir dai, surgiram possibilidades interessantes de manipulação dos espaços e escalas, sem comprometer a memória existente.
No piso térreo, foi idealizada uma suite e um pequeno escritório com instalação sanitária de apoio. O pé direito generoso permitem que estes espaços assumam uma escala e conforto pouco habituais nesta tipologia. A garagem voltou ao seu uso original, com um mezanino de apoio para arrumos.

Ao subir pela escada existente recuperada, encontramos diferentes espaços de permanência, como um pequeno hall com acesso à varanda e a sala de estar que comunica diretamente com a cozinha. Esta assume-se como protagonista da casa devido à arrojada escala assumida e tecto com estruturas de madeira à vista. Um suporte metálico aberto com prateleiras completa a plasticidade do espaço.

Neste piso existe também uma instalação sanitária, um quarto apoiado por zona de vestir comum e um terceiro espaço, com uma estante escultórica, que permite o acesso ao sótão. Espaço conquistado durante o processo de obra que permitiu a entrada de luz zenital, e uma área com uma multiplicidade de usos.

As subtilezas do projecto encontram-se nos detalhes que preservam a memória encontrada no edifício, como o lioz de uma bancada antiga, as estrutura de madeira das paredes e do telhado ou a imponência da escada central. Mas também nas relações espaciais e enquadramentos. Não existe um percurso fechado ou definido, não existe um espaço com um uso específico. A vivência interior do projecto será definida por quem a habitar, pelas suas necessidades e hábitos.

Uma casa em sintonia com um bairro, uma vivencia em sintonia com a memória.

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FICHA TÉCNICA

Projeto
Brighton 17 🔗

Localização
Monte Estoril, Portugal

Arquitetura
Commerzn 🔗

Materiais/Fornecedore
Flaminia (sanitários)
Viega (equipamentos)
Waterworks (torneiras)
Wikanders (pavimento flutuante carvalho)
WOW Mestisaje( mosaico)
Technal (caixilharia alumínio)
KOKLATT (cozinha)
Marmore natural branco (bancada cozinha)
Mirante 55 (carpintarias)
Efapel Quadro 45 ( aparelhagem)
SLV (iluminação)
Daikin (aquecimento e águas)
Velux (janelas sótão)
Farrow and Ball (tintas)

Tipologia
5 quartos + sótão (T5 + 2)

Pé direito útil
2.80m

Área útil total
175,0m2

Área bruta total
217 m2 (sótão incluído)

Fotografias
emontenegro / architectural photography 🔗

Ano de Execução
2019/2020

FOTOGRAFADO POR
Galeria
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