O acesso à habitação faz-se por um percurso ao longo de uma parede de granito que atravessa toda a habitação e a organiza.
A entrada é marcada, desde o exterior, por um pé direito duplo, que no interior propicia a interligação entre os dois pisos e marca o eixo que estrutura a casa.
A habitação é organizada ao longo de um eixo longitudinal, que distribui os diferentes espaços, cria um jogo de volumes e provoca uma leitura de cheio e vazio ao “desfragmentar” o corpo principal de forma a originar pátios ora cobertos, ora descobertos.
O corpo da garagem, paralelo à rua, funciona como uma barreira, que serve de abrigo aos ventos dominantes e confere privacidade face aos olhares da rua.
O granito, presente nas paredes exteriores dos volumes mais baixos, nomeadamente a Nascente, funciona como um “embasamento” da casa, onde vem pousar o volume do 1.º piso.
No piso 0 localizam-se, a Norte, as áreas de serviço e garagem; a Poente, a cozinha, sala de jantar e de estar; e a Nascente, o escritório e a saleta. No topo Sul encontra-se a zona de apoio à piscina, aberta a Poente sobre o solário.
No piso superior, que comunica com o rés-do-chão através de um “vazio” sobre o corredor, existem 3 quartos e uma suite, todos voltados para Poente, abertos sobre uma varanda, que acompanha toda a fachada Poente e Sul e funciona ao mesmo tempo como pala destinada a sombrear as salas situadas no rés-do-chão.
Arquitectura: José António Lopes da Costa e Tiago Meireles
Colaboradores: Filipe Ribeiro
Especialidades: Tiago Amaral (Arq. Paisag.), Alípo Guedes (Eng.), Henrique Duarte (Eng.) e Artur Santos (Eng.)
Localização: Arada, Ovar
Fotografias: Manuel Aguiar