Escola Básica e Jardim de Infância do Parque das Nações

A ampliação da Escola Básica e Jardim de Infância do Parque das Nações serve o 2 e o 3 Ciclos de ensino. O local é a zona sul do Parque das Nações, um quarteirão vago desde a reconversão industrial desta área, escavado e circunscrito por contrafortes e muros pesados de betão.

O edifício é governado por uma ordem clara, composta pela parte que o “agarra” à terra, as paredes com fiadas de tijolos à vista, onde apoiam os dois pisos envoltos no perímetro por duas palas de betão à vista defronte das janelas, para sombreamento, e a parte limite superior que “toca” o céu. Há ainda um sentido abstracto, que se revela no esquema compositivo da sinalização métrica dos espaços, vincada por um sistema de códigos visuais apontados nos ritmos sucessivos dos pórticos interiores de pilares e vigas e nas cores impressivas das superfícies.

Sobre a composição arquitectónica, há uma ordem que divide o edifício em três partes: a parte que o “agarra” à terra, definida pelas paredes de fiadas de tijolos à vista, em que apoiam os dois pisos acima envoltos no perímetro por duas palas de betão à vista defronte das janelas, para sombreamento, e a parte limite superior que “toca” o céu.

Um edifício, assim como um corpo humano, é um ente social, e a forma como se “veste” e se “adorna”, marca um carácter. O carácter deste edifício escolar reside na percepção de massa e de robustez, em particular pela manifestação de peso da matéria e a sua exposição nua.

No interior ressaltam as cores com tons vibrantes aplicadas com rigor, que codificam e descrevem o layout interno da escola por função, e conferem vitalidade a uma configuração espacial lógica, embora comum.

A sua expressividade ornamental estende-se aos detalhes dos tijolos, do betão, da cor dos materiais e das superfícies, de uma forma verdadeira, sem nenhum simbolismo, ou outro caráter alegórico. O que se adiciona é indistinto da sua constituição; o fito é uma manifestação sedutora da matéria que ressoe na percepção escultórica do objecto arquitectónico e, ao mesmo tempo, asseverar provas do trabalho artístico humano investidos na construção da escola.

As escolas começaram com um homem debaixo de uma árvore que não sabia que era professor, partilhando as suas ideias com outros homens, que não sabiam que eram alunos. Louis Kahn

 

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FICHA TÉCNICA

Projeto

Escola Básica e Jardim de Infância do Parque das Nações 🔗

 

Cliente

Parque Escolar

 

Localização

Parque das Nações, Lisboa

 

Arquitetura
Orgânica Arquitectura🔗

 

Fotografias

Francisco Nogueira

Área de Construção

3900m2

 

Data

2017 – 2021

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