Recuperação do Jardim Histórico do Paço de Vitorino Hotel

Categorias: paisagismo

A conceção do jardim centra-se na subordinação da natureza a um plano de conjunto que tem como ponto de partida e referência a casa, cuja integração é conseguida através de um pequeno eixo, reforçado pela beleza pontual de uma pequena rotunda, delimitada por bancos e uma fonte central. O eixo de simetria é ainda acentuado, em termos volumétricos, pelas notáveis japoneiras alinhadas de cada um dos lados, criando um cenário teatral, e até de surpresa, (muito procurado na época barroca), que escondem o grandioso tanque com as esculturas mitológicas ao fundo.


Ao percorrer o jardim barroco, no qual se procurou recriar a sua formalidade original, através de grandes canteiros arrelvados, encontramos as estátuas que retratam os quatros continentes – África, América, Ásia e Europa. Considera-se que o continente da Oceânia não se encontrava representado, porque na altura ainda não era reconhecido como continente.

Nesses canteiros, encontravam-se plantadas diferentes e diversas espécies vegetais, oriundas dos quatro cantos da Terra. As plantações eram agrupadas segundo a sua origem geográfica e, como referência, apresentavam no limite ou no centro dos canteiros, as estátuas que retratavam o respectivo continente. É um apontamento que nunca foi confirmado dada a ausência de registos fotográficos daquele tempo.


Relativamente à vegetação, têm-se além das notáveis japoneiras, três palmeiras. A localização destas, que antigamente eram quatro, tinha como objetivo marcar “naturalmente” o centro do jardim. Existe, assim, uma combinação entre o material inerte (fonte e bancos) e material vegetal, que juntos criam o centro do jardim.

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