Velódromo Nacional

MEMÓRIA DESCRITIVA DO VELÓDROMO NACIONAL

 

O complexo desportivo é um centro de alto rendimento para a prática de ciclismo de pista coberta e, ao mesmo tempo, um espaço de excelência para a prática do desporto, com condições para a coexistência simultânea de várias modalidades desportivas ou eventos, com caráter multiusos.

Foi projetado como uma infraestrutura autónoma, capaz de permitir a prática desportiva, facultar atividades de lazer, oferecer serviços de restauração e funcionar como um dormitório para atletas em estágio ou em competição.

O edifício assume um caráter contemporâneo, baseado em linhas simples e minimalistas, com uma imagem bem identificada do ponto de vista volumétrico e da linguagem arquitetónica. O programa funcional distribui-se em três pisos, com uma composição de vários volumes interligados e centralizados numa nave de volumetria significativa, onde se localiza uma pista de 250 metros para a prática de ciclismo “indoor” e um recinto central polivalente, onde é possível a prática de várias modalidades desportivas.

Os dois recintos desportivos localizam-se em pisos distintos de modo a poderem funcionar autonomamente e ao mesmo tempo. Possuem inclusivamente bancadas autónomas para público espetador.

A planta elíptica da nave foi opção por uma questão de otimização da área interior, uma vez que é a forma que mais se assemelha ao desenho da pista interior.

A pista é construída e revestida em madeira, assente sobre estrutura fixa. A opção pelo piso em madeira deve-se às melhores “performances” de velocidade relativamente a um piso de betão.

A iluminação da nave é efetuada por três fenestrações horizontais de considerável dimensão, cuja localização estratégica evita a incidência solar direta sobre as áreas de prática desportiva.

Um pátio inferior ajardinado permite a iluminação natural dos compartimentos localizados ao nível do piso inferior, criando uma atmosfera exterior agradável para apoio direto aos ginásios e “healthclub”.

A madeira faz parte integrante do edifício e é o elemento mais marcante na imagem estética da edificação. Assume um papel de destaque em revestimento de paredes e pavimentos, na estrutura da cobertura da nave e na pista interior, refletindo a qualidade e a versatilidade deste material, seja como solução estrutural ou decorativa.

A questão estética, associada à leveza estrutural e o desenho curvo das treliças levaram à aplicação na cobertura da nave de uma estrutura de madeira lamelada. É construída em madeira de abeto austríaco e revestida superiormente com placas de aglomerado de madeira. O desenho arredondado da estrutura da cobertura pretende ser uma repetição do molde criado pela forma da pista inferior.

A pista possui estrutura treliçada de suporte em madeira oriunda da República Checa. O revestimento superior foi executado em madeira LVL. Importada da Finlândia, possui elevada resistência e aderência, proporcionando um pavimento desportivo com maior firmeza, solidez e menos atrito.

As paredes laterais de suporte da pista são revestidas em placas de aglomerado de madeira. Este revestimento cria uma espécie de desfiladeiro em madeira que permite a circulação em todo o perímetro na nave, com espaços amplos para divulgação de eventos e exposições.

 

 

CURIOSIDADES

 

19.200 m2 Área de construção do complexo desportivo.

 

9.100 m2 Área total de coberturas.

 

7.525 m2 Área da cobertura da nave.

 

118 m x 80 m Medidas dos eixos da planta de forma elíptica da nave.

 

Abeto Austríaco Madeira utilizada na construção da estrutura, transformada em Itália e instalada por uma equipa alemã.

 

350 toneladas Capacidade de carga de uma das 5 gruas utilizadas.

 

670 m3 Volume de madeira lamelada utilizada na construção da estrutura da cobertura.

 

18 semanas Produção e montagem da estrutura da cobertura.

 

Estrutura da pista A estrutura de suporte da pista foi colocada por uma equipa especializada de carpinteiros da República Checa.

A base treliçada estrutural foi construída em madeira do mesmo país.

 

Madeira LVL Madeira utilizada no pavimento da pista.

Importada da Finlândia, possui elevada resistência e aderência, proporcionando um pavimento desportivo com maior firmeza, solidez e menos atrito.

 

Pista em LVL Primeira instalação do género na Europa.

 

500.000 pregos Utilizados na execução da pista, pregados à mão, um a um, para unir as réguas de LVL que compõem a superfície da pista de ciclismo.

Um cuidado para garantir uma melhor ligação entre o prego e a madeira.

 

6.500 m2 Chapa de zinco pré envelhecido aplicado no revestimento de paredes exteriores e coberturas.

 

40 toneladas Vidro triplo anti reflexo extra claro.

Permite filmagens em condições ótimas e garante a robustez necessária à segurança da pista.

 

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FICHA TÉCNICA

PROJETO
Velódromo Nacional 🔗

LOCALIZAÇÃO
Sangalhos, Anadia

DONO DA OBRA
Câmara Municipal de Anadia

ARQUITETURA
Rui Rosmaninho 🔗

ESTABILIDADE E BETÃO ARMADO,
REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA,
REDES DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS E PLUVIAIS

Rui Terrível, Engenheiro Civil,
José Ferraz, Engenheiro Civil

INFRAESTRUTURAS ELÉTRICAS, DE SEGURANÇA E TELECOMUNICAÇÕES
Licínio Alegre, Engenheiro Eletrotécnico

INSTALAÇÕES MECÂNICAS PARA AVAC E AQS, REDE DE GÁS NATURAL
Telmo Costa, Engenheiro Mecânico

INSTALAÇÕES MECÂNICAS PARA AVAC DA NAVE
Rafael Timóteo, Engenheiro Mecânico

MURAL CERÂMICO
Paulo Júlio, Artista Plástico

DIREÇÃO TÉCNICA
Marco Nobre, Engenheiro Civil

CONSTRUTOR
Alberto Couto Alves SA

FOTOGRAFIA
Miguel Rolo, Marco Santiago

EXECUÇÃO DE PROJETO
2006/2007

EXECUÇÃO DE OBRA
2007/2009

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