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O artista plástico João Queiroz e o arquitecto Miguel Figueira foram os galardoados com os Prémios da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) de 2011. Segundo a agência Lusa, a decisão do júri foi tomada por unanimidade.
Sobre Miguel Figueira, arquitecto da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, o júri destacou que “desenvolveu nos últimos anos um trabalho exemplar” que “demonstra que a prática da arquitectura no quadro público pode melhorar as condições para a comunidade local, mas também lançar programas de impacto global, como é o caso do Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho”. Concluído em 2011, “o centro garantiu para a região um equipamento de excelência, palco de Campeonatos Europeus de Canoagem”, sublinhou ainda o júri sobre o trabalho realizado por Miguel Figueira, formado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em 1993.”O entusiasmo e a persistência, aliados ao rigor conceptual e construtivo que o conjunto das suas obras denota, fazem de Miguel Figueira um caso singular”, conclui o júri.
Miguel Figueira colaborou com o Atelier Bugio e Pedro Maurício Borges em Lisboa, e entre 1997 e 2002 coordenou o Gabinete Técnico Local de Montemor-o-Velho, onde trabalha no Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal. Em 2011 recebeu o Prémio MovimentoMilénio pelo projecto CIDADESURF, um estudo sobre o potencial urbano da orla costeira da Figueira da Foz.
“Este prémio mostra que vale a pena pensar a cidade e fazer arquitectura no interesse da comunidade. Desenhar com todos e para todos”, reagiu Miguel Figueira à Lusa depois de saber que lhe tinha sido atribuído o prémio.“Penso que trabalhar numa câmara municipal acaba por ser um elemento diferenciador [na atribuição do Prémio]. E também distingue a excelência do trabalho que se faz na administração pública”, acrescentou o arquitecto responsável pela reabilitação e recuperação do centro histórico de Montemor-o-Velho.
Os prémios AICA/SEC/Millennium BCP, relativos ao ano passado, no valor de 20 mil euros são partilhados em partes iguais pelos galardoados, que são distinguidos por serem personalidades cujo percurso profissional “seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito”.
Fonte: Lusa